Foto: Reprodução
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Uma das vítimas da intoxicação por metanol registrada em Ribeira do Pombal, no interior da Bahia, morreu nesta sexta-feira (2). Vinícius Oliveira Vieira, de 31 anos, estava internado no Hospital Couto Maia, em Salvador, e não resistiu às complicações provocadas pela ingestão da substância tóxica. A informação foi confirmada pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

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Ao todo, sete pessoas foram intoxicadas após consumirem bebidas alcoólicas adulteradas. Seis delas ingeriram drinks à base de vodka durante uma festa de noivado realizada no município. Vinícius, no entanto, não participou do evento. Ele havia comprado a bebida no mesmo depósito um dia antes da celebração.

Vinícius foi o primeiro a apresentar sintomas graves. No dia 27 de dezembro de 2025, deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral Santa Tereza, em Ribeira do Pombal, com quadro clínico severo. Entre os sintomas estavam tontura intensa, gosto amargo na boca, visão turva e taquicardia. Diante da gravidade, o paciente foi transferido para Salvador, onde permaneceu internado até o óbito.

Foto: Reprodução

A primeira pessoa a receber alta hospitalar foi Laís Santana Dias, amiga da noiva, que deixou a unidade de saúde na noite da última quinta-feira (1). Outras três vítimas seguem internadas no hospital de Ribeira do Pombal, sob observação médica.

Duas pessoas em estado mais grave foram transferidas para a capital baiana e estão internadas no Hospital Couto Maia. Edicleia Andrade de Matos, madrasta da noiva, permanece intubada. Já Daniele Barbosa do Carmo Matos, prima do noivo, também segue internada, com quadro considerado delicado.

Alerta para as favelas e periferias

O caso reacende o alerta sobre os riscos do consumo de bebidas alcoólicas adulteradas, prática que atinge de forma mais intensa as favelas e periferias, onde a fiscalização é historicamente insuficiente e a venda informal de bebidas é mais comum. A presença do metanol, substância altamente tóxica, pode causar cegueira, falência de órgãos e morte, mesmo em pequenas quantidades.

Especialistas e órgãos de saúde reforçam a importância da fiscalização rigorosa, da denúncia de estabelecimentos irregulares e do consumo consciente, sobretudo em territórios periféricos, onde os impactos de tragédias como essa costumam ser ainda mais devastadores para famílias e comunidades.