Foto: Cleiton Lima
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O Hip Hop pernambucano segue rimando contra as desigualdades e celebrando sua potência nas periferias. Neste sábado (15), o Festival Rimando Contra a Maré comemora 15 anos de resistência e transformação social, com uma programação gratuita na Praça Aníbal Fernandes, no bairro Jardim Paulista Baixo, em Paulista (PE). A partir das 16h, o público poderá participar de oficinas, cine debate e shows com artistas que marcam a cena urbana do Nordeste.

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Entre as atrações estão Faces do Subúrbio, grupo pioneiro do rap nacional e referência do movimento Hip Hop desde os anos 1990; o Breggae, que mistura o ritmo popular com o reggae; a jovem TremSete, de apenas 16 anos, revelação do grime pernambucano; e o Coco da Jaguarana, grupo de Paulista que mantém viva a tradição dos ritmos populares nordestinos. O DJ Beto completa o line-up com um set que atravessa o break, o brega, o forró, a cúmbia eletrônica e o rap, em um verdadeiro encontro de sonoridades da periferia.

Criado em 2010, o Rimando Contra a Maré nasceu do desejo de dar visibilidade a jovens artistas das favelas e periferias e afirmar o acesso à arte como um direito. O projeto cresceu e hoje é referência na formação de artistas e educadores populares.
“O Rimando Contra a Maré nasceu para movimentar a juventude das periferias e dar espaço a quem estava começando no rap. Com o tempo, abrimos espaço para outros estilos e investimos em ações que conectam arte, educação e cidadania”, explica Helton Azevêdo, um dos idealizadores do festival.

A programação começa com oficinas abertas para todas as idades: Skate, com Ikaro Vinicios e Michel Cícero, e Breaking, com o B-Boy Rasta. As inscrições podem ser feitas pelo Instagram @rimandocontraamare ou diretamente no local.

Às 18h30, o festival promove o Cine Debate “Direito à Cidade – Juventude Negra”, com mediação de Débora Nascimento, pedagoga e coordenadora de Direitos Humanos, Gênero e Étnico-Racial da Secretaria de Educação de Paulista (SEPA).
Os shows começam às 20h, encerrando o dia com muita música, dança e consciência social.

Abertura com a juventude

Na sexta-feira (14), a abertura das atividades acontece na Escola Municipal Maria das Neves, também em Jardim Paulista Baixo. As crianças participarão de oficinas lúdicas que apresentam a história do Hip Hop como ferramenta de educação e empoderamento.
O rapper Jason MC18 ministra a Oficina de Rima, enquanto a grafiteira e educadora Nathê Ferreira, da Colônia Pesqueira de Paulista, conduz a Oficina de Graffiti, estimulando o olhar crítico sobre diversidade, representatividade negra e cultura de rua.

Hip Hop, arte e periferia

O Rimando Contra a Maré é hoje um dos principais festivais de valorização da cultura Hip Hop e da arte periférica em Pernambuco. Criado por artistas que também participaram da tradicional Batalha da Quadra, o evento se consolidou como um espaço plural de encontro, resistência e celebração da arte feita nas comunidades.

Desde 2023, o coletivo independente formado por seis integrantes, em sua maioria moradores de Paulista, vem ampliando suas ações para além do festival — com oficinas de graffiti, rima, skate e breaking, além de cine debates e rodas de conversa sobre identidade, racismo e direito à cidade.