Foto: Wuiga Rubini/GOVBA
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Mais de 500 profissionais de creches comunitárias de Salvador e da Região Metropolitana (RMS) participaram, neste sábado (11), de mais uma etapa de capacitação promovida pelo Programa Mais Infância, realizado pelas Voluntárias Sociais da Bahia. O encontro aconteceu no Teatro Caetano Veloso, no campus da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), e contou com a presença da presidente das Voluntárias Sociais, Tatiana Velloso, e da ministra da Cultura, Margareth Menezes.

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A atividade marcou o 5º Encontro de Formação Pedagógica de Educadores e Educadoras e reuniu gestores e professores que atuam em creches localizadas nas favelas e periferias de Salvador e RMS. O objetivo foi fortalecer o trabalho das instituições comunitárias que garantem o direito à educação e ao cuidado de milhares de crianças que vivem nesses territórios.

Segundo o coordenador do programa, Manoel Calazans, a proposta é oferecer suporte constante e promover a melhoria contínua do atendimento. “A educação infantil é a base de tudo. Quando qualificamos os educadores, garantimos que cada criança tenha o direito de aprender, de se desenvolver e de ser cuidada com afeto e responsabilidade”, afirmou.

As oficinas e painéis do evento abordaram o brincar como direito fundamental e como parte essencial do processo educativo, incentivando práticas pedagógicas que valorizam o vínculo entre educadores e crianças. Para muitas comunidades, as creches comunitárias representam o primeiro espaço de aprendizado e convivência social, fundamentais para o desenvolvimento infantil e o fortalecimento das famílias das favelas e periferias.

O coordenador Manoel Calazans ressaltou que essas instituições atuam como extensão do Estado dentro das comunidades, oferecendo acolhimento e segurança às famílias. “As creches parceiras são uma extensão do Estado nas comunidades. Elas acolhem, educam e garantem às famílias a tranquilidade de saber que seus filhos estão sendo bem cuidados”, destacou.

Transformação e impacto nas comunidades

O impacto do Programa Mais Infância é visível em diferentes regiões da capital baiana. No Subúrbio Ferroviário de Salvador, por exemplo, a Creche Comunitária Zeza Calmon de Sá participa da iniciativa há cerca de dez anos e tem vivenciado avanços significativos.

A coordenadora Ângela Sampaio destaca que o programa transformou o trabalho nas unidades comunitárias. “Antes trabalhávamos sozinhos, hoje temos orientação e apoio para fazer um trabalho muito melhor”, afirmou. Ela explica que a formação contínua oferecida pelo programa ampliou a qualidade do atendimento e criou uma rede de troca entre educadores de diferentes comunidades.

“O Mais Infância nos proporcionou uma rede de comunicação e capacitação que fez toda a diferença. As crianças aprendem mais felizes, e a gente também aprende com elas todos os dias. É um crescimento conjunto”, completou Ângela.

Cuidado, identidade e pertencimento

Para além da capacitação técnica, o Programa Mais Infância tem fortalecido o sentido de identidade e pertencimento nas comunidades onde atua. As creches comunitárias, muitas delas surgidas a partir da mobilização popular nas favelas, têm se consolidado como espaços de transformação social e resistência, que unem educação, cultura e cuidado.

A formação contínua dos educadores reforça o compromisso do Estado e das organizações sociais com a valorização da primeira infância e com o reconhecimento do papel das periferias e favelas na construção de um futuro mais igualitário para as crianças baianas.