O cinema negro e indígena vai ocupar a capital baiana no próximo dia 7 de outubro. O CachoeiraDoc – X Festival de Documentários de Cachoeira realiza duas sessões especiais no auditório da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. A programação gratuita acontece das 14h às 20h30 e reúne filmes premiados na última edição do festival, encerrada em junho deste ano em Cachoeira, no Recôncavo baiano.
As mostras trazem curtas, médias e longas-metragens que refletem a força do cinema feito nas periferias, quilombos e territórios indígenas, com foco no tema “Terra e Território”, eixo central da 10ª edição do evento. Além das exibições, o público poderá participar de mesas de debates com realizadores, curadores, professores e estudantes.
A primeira sessão, às 14h, exibe o longa “A Mulher Sem Chão” (PA), dirigido por Auritha Tabajara e Débora McDowell, premiado como Melhor Longa-Metragem. Também serão exibidos “Quilombos” (BA), de Riane Nascimento, e “Mulher Maracatu” (PE), dirigido por Carlota Pereira e Dani Cano, ambos vencedores nas categorias de Curta e Média-Metragem. O debate contará com a participação da cineasta baiana Riane Nascimento e do curador Matheus Araújo dos Santos.
Às 17h30, a programação segue com o longa “Yõg Ãtak: Meu pai, Kaiowá” (MG/MS), dirigido por Sueli e Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna. O filme retrata a busca de duas irmãs pelo reencontro com o pai, de quem foram separadas durante a ditadura militar. A sessão também apresenta “Mopái Pjuta Ãkakje’y – A roça e os alimentos” (MT), produção coletiva do povo Myky. Após as exibições, haverá mesa de debate com a professora e pesquisadora Karliane Nunes e o curador Zai Moura.

O CachoeiraDoc se consolidou como um dos principais espaços de difusão do cinema documental no Brasil, especialmente por destacar produções ligadas às lutas sociais e culturais que atravessam favelas, periferias, quilombos e comunidades indígenas. Em Salvador, o festival busca ampliar o acesso ao audiovisual e fortalecer a reflexão sobre memória, identidade e território.
O evento é realizado pela Ayabá Produtora Criativa e Audiovisual, em parceria com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), e conta com patrocínio do Instituto Cultural Vale, além de apoio da Lei Paulo Gustavo, via Governo da Bahia e Ministério da Cultura.














