A cidade de Caruaru recebe nesta quarta-feira (1º) a Caatinga Climate Week (CCW), encontro que pretende colocar o Semiárido no centro do debate climático nacional e internacional.
A programação será aberta com uma coletiva de imprensa, às 8h30, na Sala de Conferências do Hotel WA. Estarão presentes as Enviadas Especiais para a COP 30 – Denise Dora (Direitos Humanos e Transição Justa), Janja Lula da Silva (Mulheres) e Jurema Werneck (Igualdade Racial e Periferias) – ao lado de Carlos Magno, coordenador do Centro de Desenvolvimento Agroecológico Sabiá e representante da CCW.
O encontro marcará o lançamento da edição Caatinga do projeto Vozes dos Biomas, que busca levar as experiências, desafios e soluções de comunidades locais diretamente para a Conferência do Clima da ONU (COP 30), que acontece em novembro, em Belém (PA).
Vozes que partem do Semiárido
O Vozes dos Biomas garante que populações impactadas pelas mudanças climáticas – indígenas, quilombolas, agricultores familiares, coletivos urbanos, favelas, periferias e organizações da sociedade civil – tenham suas perspectivas representadas nos debates globais.
A partir de oficinas nos seis biomas brasileiros, serão produzidas cartas com propostas de adaptação e soluções locais, entregues diretamente ao presidente e negociadores da COP 30. A iniciativa já passou pela Amazônia, Mata Atlântica e Pampa e agora chega à Caatinga, antes de seguir para o Cerrado e o Pantanal.

Semiárido em destaque
Inspirada em encontros internacionais como a Climate Week de Nova York, a Caatinga Climate Week valoriza o Semiárido brasileiro, que abriga 28 milhões de pessoas e possui uma biodiversidade única. Apesar de já ter perdido metade de sua vegetação original, a região concentra saberes ancestrais e experiências de resistência que podem servir como exemplo global.
Durante três dias, o evento promove imersões em soluções de adaptação e justiça climática, conectando ciência, políticas públicas e conhecimentos tradicionais.
Favela e periferia no debate climático
A participação de Jurema Werneck, como Enviada Especial para Igualdade Racial e Periferias, reforça o compromisso de garantir que as demandas das favelas e periferias estejam no mesmo patamar que as propostas oficiais. Essas populações, que enfrentam enchentes, deslizamentos e falta de infraestrutura, estão entre as mais atingidas pela crise climática.
“O que está em jogo é garantir que os povos do Semiárido, as favelas e as periferias do Brasil não sejam apenas impactados, mas protagonistas das soluções diante da emergência climática”, destacaram as organizadoras.














