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O estado de São Paulo confirmou neste mês três mortes e pelo menos nove casos de intoxicação causados pelo consumo de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. As ocorrências foram registradas em bares e restaurantes de diferentes municípios, incluindo a capital e São Bernardo do Campo. Outros dez casos suspeitos seguem em investigação pelas autoridades de saúde.

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Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), em São Bernardo do Campo, um homem de 48 anos foi internado em um hospital municipal no dia 18 de setembro após apresentar sintomas de intoxicação. No último domingo (28/9), outro homem, de 45 anos, também da cidade, não resistiu e morreu.

Na capital paulista, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) confirmou a morte de um homem de 54 anos, ocorrida em 15 de setembro. Ele apresentou sintomas no dia 9 deste mês e chegou a ser atendido em uma unidade da rede privada, mas não sobreviveu.

As vítimas apresentaram sintomas graves após ingerir as bebidas, sendo que algumas precisaram de internação em unidades de terapia intensiva (UTIs). O metanol, também conhecido como álcool metílico, é uma substância altamente tóxica usada na indústria como solvente, combustível e em tintas, mas que não pode ser consumida. A ingestão pode provocar desde náuseas, vômitos e dores de cabeça até sequelas neurológicas, perda irreversível da visão, falência de órgãos e morte.

Diante da gravidade da situação, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), emitiu um alerta nacional. O órgão recomendou que bares, restaurantes e comércios de bebidas reforcem os cuidados na compra e verificação dos produtos. Entre os sinais de adulteração estão preços muito abaixo do mercado, erros em rótulos ou lacres, odores estranhos e ausência de selo fiscal.

Em nota, o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) reforçou a necessidade de atenção:

“A recomendação é que bares, empresas e demais estabelecimentos redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos oferecidos, e que a população adquira apenas bebidas de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal, evitando opções de origem duvidosa e prevenindo casos de intoxicação que podem colocar a vida em risco”.

Os consumidores também foram orientados a procurar imediatamente atendimento médico caso apresentem sintomas como visão turva, náuseas intensas, confusão mental ou dor de cabeça forte após o consumo de bebidas alcoólicas.

A Secretaria de Saúde de São Paulo e a Vigilância Sanitária reforçaram a fiscalização em pontos de venda para tentar identificar a origem das bebidas adulteradas. A recomendação das autoridades é que a população dê preferência a produtos de procedência conhecida e evite consumir bebidas de origem duvidosa.