Foto: André Fofano
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Estudantes do Nordeste de Amaralina, uma das maiores favelas de Salvador, iniciaram na última sexta-feira (19) a participação em aulões preparatórios para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A ação é promovida pelo Programa Universidade para Todos (UPT), da Secretaria da Educação da Bahia (SEC), e acontece na Base Comunitária do bairro, oferecendo reforço gratuito a jovens da rede pública que sonham em ingressar no Ensino Superior.

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O monitor de Matemática Victor Santos, estudante de Engenharia Elétrica na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e ex-aluno do programa, ressaltou o impacto da iniciativa nas periferias:

“Esse projeto muda vidas. Como ex-aluno da UPT, tive a chance de me preparar e passar em uma universidade pública. Para quem tiver interesse, essa iniciativa vai conseguir mudar a realidade”.

A estudante Camila Souza, 17 anos, moradora do Nordeste de Amaralina e aluna do Centro Estadual de Educação Profissional Carlos Corrêa de Menezes Sant’Anna, destacou o incentivo que os aulões trazem nesta reta final de preparação:

“Vai trazer mais incentivo, porque muita gente que eu conheço não estava tendo essa prática de estudar antecipadamente. Agora, nesse período, acho que vai ser muito importante para a gente pegar um gás e aprender muitas coisas que ainda não assimilamos”.

Além do Nordeste de Amaralina, os aulões chegaram também a Águas Claras, com seis encontros previstos no primeiro bairro e três no segundo. As atividades seguem acontecendo até a data da prova do Enem, sempre com monitores bolsistas da UFBA. O programa já está presente também em comunidades da Paz e Rio Sena, em Salvador, e em cidades como Camaçari e Vitória da Conquista.

Educação transforma a periferia

O Universidade para Todos é um dos maiores programas de democratização do acesso ao Ensino Superior no país. Em 2025, disponibilizou 20.110 vagas em 27 territórios de identidade, alcançando 218 municípios baianos e funcionando em 358 polos. A iniciativa conta com 1.413 monitores, em sua maioria estudantes universitários, que colaboram diretamente com a formação de jovens das favelas e periferias.

Somente este ano, o Governo da Bahia já investiu R$ 18 milhões no programa, reforçando o papel da educação como ferramenta de inclusão social, cidadania e redução das desigualdades.

Além da UFBA, participam do programa instituições como UNEB, UESC, UEFS, UESB, UFRB, UFSB e UFOB, ampliando a rede de apoio que conecta a universidade pública à juventude da favela e da periferia baiana.