A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (9) a fase de votação do julgamento que apura a responsabilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro e de sete aliados por tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, após a derrota nas eleições de 2022.
O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, abriu a sessão com um voto contundente. “Não há dúvida de que houve tentativa de golpe”, afirmou Moraes.
Após o relator, a ordem dos próximos votos será a seguinte: Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e, por último, Cristiano Zanin, presidente da turma. A expectativa é de que todos os ministros apresentem suas posições até sexta-feira (12), prazo máximo estipulado pelo calendário do Supremo. Para acelerar a conclusão, foram agendadas sessões em turno duplo durante toda a semana.
O julgamento é considerado decisivo não apenas do ponto de vista jurídico, mas também político. Bolsonaro já foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030, mas uma eventual condenação criminal pelo STF pode estender o período de inelegibilidade, afastando de vez a possibilidade de participação do ex-presidente nas eleições de 2026.
Aliados de Bolsonaro acompanham o processo de perto, enquanto opositores reforçam que a análise do Supremo é fundamental para a preservação da democracia e para a responsabilização de quem atentou contra a ordem constitucional.
As sessões seguem nos dias 10, 11 e 12 de setembro, em dois turnos: das 9h às 12h e das 14h às 19h. A expectativa é que o julgamento seja concluído até o fim da semana, com definição sobre a eventual condenação e as penas aplicadas a Bolsonaro e aos demais acusados.
Independentemente do resultado, o processo representa um dos momentos mais importantes da história recente do Brasil, ao colocar em julgamento não apenas um ex-presidente da República, mas a própria tentativa de subversão do sistema democrático.














