Foto: Leo de Souza Santos
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O Samba como ferramenta de educação é o tema das ações do Rolezinho, com destaque para conteúdo inédito para professores

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O Rolé Carioca dá continuidade a missão de democratizar o acesso à memória e à cultura com o Rolézinho Histórias Decoloniais, módulo voltado especialmente para estudantes da rede pública. Nesta edição, o projeto leva cinco turmas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, das cidades de Mesquita, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Realengo e São Gonçalo, para uma visita decolonial ao Museu do Samba, onde o acervo é utilizado para narrar a história do gênero como expressão de pertencimento, identidade e memória coletiva.

O projeto tem como objetivo romper barreiras geográficas e sociais, aproximando jovens de 10 a 18 anos de escolas públicas e projetos socioculturais de um espaço cultural diferenciado. No museu, eles participam de um passeio guiado por quatro historiadores, cada um trazendo a perspectiva histórica de diferentes grupos sociais, ressaltando a importância do samba como patrimônio cultural imaterial e também como ferramenta pedagógica para refletir sobre a história da cidade e do estado do Rio de Janeiro.

Além das visitas, o projeto lança no dia 17 de setembro uma cartilha digital gratuita, distribuída para educadores que desejem levar para a sala de aula as temáticas abordadas, incluindo o uso do samba como recurso de ensino. Essa ação amplia o alcance do projeto e fortalece a educação patrimonial como ferramenta de formação artística e cidadã.

“Mostrar pros jovens o samba como ferramenta de ensino, percebendo que a história, a geografia e até a literatura não estão apenas nos livros, mas também no dia a dia da nossa identidade cultural é uma forma de ampliar a visão deles sobre nosso patrimônio,mostrando que o conhecimento está vivo na cultura, na cidade e no território em que eles circulam.“ Diz Beatriz Novellino, coordenadora do projeto.

O Rolezinho é um módulo integrante do Rolé Carioca, realizado pela M’Baraká há 13 anos, e que já foi reconhecido pelo IPHAN (Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, 2019), pela ALERJ (Diploma Heloneida Studart da Cultura, 2022) e com o Prêmio Zumbi dos Palmares (2023). A metodologia do projeto valoriza a diversidade, promove inclusão de narrativas e democratiza o acesso ao patrimônio cultural.

A iniciativa também evidencia a relevância das políticas públicas voltadas para o fortalecimento dos museus fluminenses. Contemplado no edital Nossos Museus, lançado pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, é mais uma forma de incentivar e valorizar os equipamentos fundamentais para a preservação da memória coletiva.

As visitas junto à cartilha digital reafirmam o compromisso do Rolé Carioca em transformar experiências de visitação em práticas vivas de educação, cidadania e pertencimento cultural.

Este projeto é realizado através da Política Nacional Aldir Blanc, e conta com co-realização do Rolé Carioca, Olamidé Cultura, TunTum Produções e Pressa Filmes, e realização do Estúdio M’Baraká, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Ministério da Cultura e Governo Federal.

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