Uma outra África no sistema do mundo do século 21

Com o tema “Uma outra África no sistema do Mundo no século 21″, o Professor Aziz Salmone Fall, participa nesta quarta-feira, 21, às 17h, de uma live organizada pelo Centro de Análise de Instituições, Políticas e Reflexões da América e da África – CAIPORA.

O coordenador do CAIPORA, Fabricio Pereira da Silva, será um dos moderadores e debatedores.

Aziz Salmone, é Presidente do Centro Internacionalista CIRFA, e tem sido uma voz ativa, ecoando a luta pela emancipação dos povos Africanos.

Link da live: http://I.meet.mayfirst.org/azizfall

Tradução simultânea: Emerson Silva.

A live conta com a participação várias instituições, como: o Instituto Universitário de Pesquisa do RJ, a Universidade Cândido Mendes, o Centro de Análise de Instituições Políticas e Reflexões da América, da África e da Ásia, ligado a UNIRIO e a Univers

Aziz Fall é um intelectual senegalês e militante pan-africanista, professor de diversas universidades canadenses, que teve papel importante no resgate da memória e da justiça em torno do legado de Thomas Sankara.

Seu pai, o diplomata egípcio Abdel Aziz Ishaq, salvou e adotou os filhos de Patrice Lumumba quando este foi assassinado em 1961 durante o golpe de Estado na República Democrática do Congo.


A Diáspora Africana coloca parte da população diante de uma trajetória contada mundo afora pelos olhos dos colonizadores, que carrega e vende a idéia de corpos vazios, aprisionados e transportados de um continente a outro, sem história e sem identidade.

O movimento da diáspora foi responsável pelo genocídio do povo negro e que comprometeu a compreensão dos povos vindos de Africa, sobre suas potencialidades, subjugando inclusive o papel histórico destes povos Africanos e da diversidade cultural, política e social, na dimensão política mundial.

O movimento de resistência e retomada que emerge nas periferias e territórios tradicionais, tem deixado evidente a conexão ancestral que fervilha para além do Continente Africano, ocupando os espaços negados, a partir da expansão de consciência, se organizando e fervilhando entre as cabeças e mentes, nos espaços de decisão e pensamento filosófico.

As ações estão reverberando neste sentido a perspectiva da diáspora negra por outros olhares e sentimentos, que direcionam a percepção para o fluxo e dimensão da expansão da ancestralidade enquanto força de criação e resistência de Mãe África, tendo como caminho fundamental a união dos países Africanos na luta e combate ao racismo.

Este movimento de retomada, também conhecido como Pan-Africanismo, tem disseminado a idéia da união dos povos Africanos espalhados pelo mundo, enquanto estratégia de defesa, garantia e valorização do modo de vida ancestral destes povos.

Em África as crescentes movimentações feitas em levantes e insurreições que emanam das insatisfações destes povos, trazem luz ao conjunto de conhecimentos, crenças, valores e costumes que habitam os países do continente africano.

Como a África é imensa e diversa, o mais correto é falar não de uma única cultura, mas de “culturas africanas” no plural, centralizadas territorialmente, apresentando uma população de cerca de 1,1 bilhão de habitantes no Continente Africano.

Na África, constantemente há pessoas e grupos da sociedade civil organizada contrapondo-se, fazendo denúncias em diversos espaços políticos, tendo como temas as investidas, impedimentos, subtrações e assassinatos cometidos pelas elites das oligarquias brancas colonizadoras contemporâneas, apontando deste modo, a força política que poderá incidir mais efetivamente com a união de forças dos povos de África no Continente e espalhados pelo mundo.