Rio falido: o pacote da morte para pobres

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Eduardo Paes, Michel Temer, Sergio Cabral e Luiz Fernando Pezão: pacote de maldades

O pacote de medidas emergenciais que o Governo do Estado do Rio de Janeiro apresentou para sanar o rombo nas contas públicas é, antes de mais nada, uma grande falta de vergonha na cara deles mesmo. O que está sendo noticiado na grande mídia deve ser apenas a ponta do iceberg desgovernado que sempre foi este governo.

Escândalo dos guardanapos, obras superfaturadas, envolvimento com milícias e afins, desvios de dinheiro público, gastos desmedidos com publicidade em uma plataforma de segurança maquiada que era e sempre foi enganosa: a criação de um cartel político e mafioso foi estabelecido, tudo às custas do operário. Agora, temos como consequência a falência dos cofres públicos.

Num plano político de dimensão nacional, o maior partido, que tanto age nas sombras, está demonstrando o que realmente planejava: a destruição do Brasil. Mas vamos falar aqui do Estado do Rio de Janeiro, onde estamos e onde os reflexos desse governo têm atingido em cheio a todos nós de forma covarde e cruel.

No ápice da ascensão e com o anúncio de que o Brasil sediaria grandes eventos, como a Copa do Mundo, Jornada Mundial da Juventude e Olimpíadas, o Rio de Janeiro ganhou muito destaque, além de também muitas verbas federais. O então governador eleito Sergio Cabral, um fanfarrão sem escrúpulos, foi o líder deste plano maligno de destruição do nosso Estado, pois os conchavos políticos e acordos ficaram sob sua tutela. As reuniões deste indigno larápio eram regadas a champanhe francês e muitos acordos escusos, onde a moeda de troca era os nossos destinos, o nosso dinheiro suado. Eram negociados ali o nosso futuro e, em troca, era garantido a esses senhores a manutenção da impunidade para seus crimes. O momento no Estado era bom e as promessas dos royalties do petróleo pareciam uma fonte inesgotável de lucros – isso os deixou com uma sede insaciável para os benefícios próprios e a corrupção.

Os grandes eventos chegaram e as obras foram as desculpas perfeitas para colocarem as mãos no dinheiro sagrado do contribuinte. Começou uma corrida ensandecida para que todos pudessem aproveitar da situação. Milhões em verbas federais foram aportados por aqui, o dinheiro privado vinha de todas as partes, eram criados “projetos” de tudo e para tudo, ONGS brotavam do chão, “laranjas” apareciam até vindos de túmulos. Era a corrida do ouro, tudo em nome da imagem da Cidade Maravilhosa. O tal cuidado com a segurança fez escoar pelo ralo milhões e milhões de reais em demonstração falsa de que a cidade estaria pronta para receber os milhares de turistas que viriam para cá. O cinturão de segurança criado pelas UPPs era a garantia de que tudo ia correr bem no período dos eventos. As favelas foram ocupadas de forma cinematográfica e exploratória, remoções forçadas aconteciam a todo vapor.

O mesmo partido também estava no controle do município do Rio e a necessidade de melhorar a infraestrutura urbanística e a mobilidade foi usada como desculpa para que outros tantos milhões fossem gastos. Inúmeras vezes, essas obras eram tachadas como emergenciais, o que tornava possível que fossem realizadas sem licitação por conta do tempo e da necessidade de entregar tudo a tempo dos eventos. Dinheiro não faltou. Em nome de atender bem aquele que para cá viriam, o nosso suado dinheiro público foi sacrificado. Deu ruim na junção das “boas intenções” do mesmo partido na esfera municipal e estadual. Na minha concepção, esses governantes deveriam estar presos e ser obrigados a devolver todo o dinheiro que hoje faz falta ao povo do nosso Estado.

No tempo das vacas gordas, viagens a Paris eram frequentes. Os empresários amigos dos donos do poder ganharam isenções de impostos – não porque gerariam empregos e vantagens futuras aos cidadãos, mas porque eram doadores de enormes volumes de capital para as campanhas políticas deste maldito partido. Essas isenções hoje fazem muita falta a todos nós.

O tempo passou e como reflexo de impacto da chamada lei do retorno, a conta chegou. O Estado foi foi levado à falência. A má gestão pública, a falta de compromisso com o dinheiro do contribuinte e os desvios de forma descabidas foram o estopim do caos. Hospitais sucateados, escolas entregues ao nada, segurança em colapso, dívida maior que a arrecadação; os servidores estão sem salários, os aposentados, que trabalharam por longos anos, não recebem, os fornecedores não são honrados e direitos básicos já não são mais atendidos. A população vive a incerteza do momento.

Diante de tudo isso, o governo corrupto do PMDB do Rio acaba de anunciar um pacote de medidas para combater a crise. Esse conjunto de ações é a maior declaração da má gestão deste governo, pois ele pretender realizar cortes em secretarias de grande importância, demissões, aumentar a contribuição em folha dos aposentados, aumentar impostos como ICMS, parar obras importantes de infraestrutura, além de já ter desativado meios de transportes de massa como o Teleférico do Alemão e alterado horários das barcas. O aumento do cartão Bilhete Único e a limitação de R$150 por mês onera ainda mais o bolso do trabalhador. As áreas sociais foram atacadas em cheio e até os Restaurantes Populares foram fechados. É uma lástima, uma declaração de morte generalizada, uma pá de cal na esperança do povo.

Agora, pense: onde estão aqueles que serão os mais afetados nesse pacote da morte do Governo do Estado? Quem serão os mais prejudicados? Isso mesmo, as periferias, as favelas. Os mais pobres, que já sofrem com falta de emprego e renda, agora estão à deriva. Os preços dos alimentos não param de subir e o alto custo de vida da dita Cidade Maravilhosa triplicou nos últimos meses, empurrando ainda mais o povo sofrido para o desfiladeiro da dúvida e da incerteza.

A Assembleia Legislativa, o TCE, o Ministério Público têm que barrar este pacote e enquadrar os responsáveis por todas estas atrocidades contra nós.

Parem o Pezão, Cabral e esse partido, que eu considero um câncer que está matando a todos nós.