Professores e alunos na pandemia

Irmãs estudam de forma remota no Camboja durante pandemia da Covid-19- Crédito: Reprodução

Muito tem se falado em aulas virtuais e seus desafios. Mas como entender como esse processo se faz?

A aula virtual traz menos aprendizado do que a presencial? Os professores devem dominar a tecnologia? E às famílias que não têm acesso à internet? 

Essas e muitas outras perguntas circulam quando o assunto são as temidas aulas virtuais. Vamos refletir um pouco sobre isso. 

Logo no início da pandemia do coronavírus (COVID-19) a educação passou por diversas transformações, sofrimentos e conquistas. Desde o início de 2020 que estamos mudando nossos comportamentos e ações e dentro dos espaços escolares tudo teve que se adaptar e já imaginamos que não seria fácil.

As aulas virtuais precisaram tomar conta da vida de todos os estudantes e professores e dominar algumas ferramentas não foi tão simples. Os famosos aplicativos e suas funções assustaram os professores e seu campo de atuação (sala de aula).

Uma onda assustadora de treinamentos começou a acontecer e aos poucos as aulas começaram a tomar uma outra dimensão. As telas se fizeram presentes diariamente nas casas de todos. Muitos profissionais da educação receberam com certa dificuldade esse novo e único método de ensinar, já que o contato físico estava sem poder acontecer.

Depois de muita luta e tantos momentos em que ser tecnológico deveria ser o mínimo, nos deparamos com a necessidade de todos terem acesso a internet, e sabemos que entre as escolas públicas a internet ainda é um item para poucos, digo uma internet com capacidade para um simples conforto de assistir aulas.

Disponibilizar um aparelho para cada integrante da família em período escolar ainda é uma realidade para uma minoria. E essa dificuldade se intensifica quando os professores eram das fases iniciais da educação, exemplo: pré-escola, creche e o fundamental anos iniciais. Na verdade, cada etapa da educação teve suas dificuldades.  

Todas essas dificuldades tecnológicas causam impactos na aprendizagem, porém não podemos dizer que o ensino virtual traz menos ou mais aprendizado, se pensarmos que o que se ensina na sala de aula presencial é o mesmo que se ensina na sala de aula virtual.

Precisamos estar atentos às necessidades e particularidades de cada aluno e também de cada professor. Cada escola tem uma realidade diferente e público diferente. Algumas com necessidades gigantes e todos os que fazem esse mecanismo chamado educação acontecer tiveram que se adaptarem ou como costumamos dizer “se virar nos 30”.

Se tratando dos aplicativos que estão para as mais diversas funções, também foi preciso muito treinamento para que o virtual fosse atrativo para a nova geração de alunos. Temos hoje aplicativos para tudo, animar tela, colocar músicas, retirar fundos de imagens, gifs, salvar arquivos em nuvem, apps do google, formulários em forma de atividades e tantos outros.

E aí mais uma vez caímos na realidade de que para cada estudante aprender seria necessário itens como um computador, tablet, celular smartphone e internet e um espaço calmo e silencioso dentro de sua casa coisa que nem sempre é possível. Muito se foi alcançado com muita luta tanto dos profissionais quanto das famílias.

Ainda precisamos dar mais passos para um bom aproveitamento escolar quando se trata de aulas virtuais. Precisamos de investimento adequado por parte dos nossos governantes e um olhar mais respeitoso com o profissional de educação. Sem esses gigantes que fazem o impossível acontecer não teremos um futuro que tanto almejamos para nosso país.

Por mais respeito aos professores e aos estudantes.      

Gostou da matéria?

Contribuindo na nossa campanha da Benfeitoria você recebe nosso jornal mensalmente em casa e apoia no desenvolvimento dos projetos da ANF.

Basta clicar no link para saber as instruções: Benfeitoria Agência de Notícias das Favelas

Conheça nossas redes sociais:

Instagram: https://www.instagram.com/agenciadenoticiasdasfavelas/
Facebook: https://www.facebook.com/agenciadenoticiasdasfavelas
Twitter: https://twitter.com/noticiasfavelas