Moradores da Muzema fazem protesto contra a demolição de seis prédios na comunidade

Inicio do protesto na manhã de quinta-feira (Foto: Reprodução/TV Globo)

Na manhã de quinta-feira (27), moradores da Muzema fizeram um protesto contra a decisão da prefeitura de demolição de seis prédios do Condomínio Figueiras do Itanhangá, na mesma comunidade. Na terça-feira, a Prefeitura do Rio determinou, por edital de despejo que 45 famílias deixassem seis prédios em 72 horas, pois todos seriam demolidos.

(Foto: Reprodução/TV Globo)

Representantes do condomínio foram até a Prefeitura para tentar falar com o Prefeito Marcelo Crivella, mas não obtiveram muito sucesso. O protesto começou de manhã cedo, na Avenida Engenheiro Souza Filho, principal via que corta a comunidade, o trânsito foi interditado, mas em seguida liberado. A noite teve uma reunião dos moradores do condominio, no qual foi definido um novo protesto, mas o trânsito funcionava parcialmente. Os dois protestos agiram de forma pacífica, e não houve casos de violência.

 

Moradores que foram ao Palácio da Cidade (Foto: Facebook Itanhangá Rio das Pedras)

Segundo o site G1, a Prefeitura informou em nota que recebeu uma comissão de moradores da comunidade da Muzema.

“Foi explicado a eles que as ações de demolição seguem determinações judiciais e que há risco estrutural nas edificações. As estruturas têm risco iminente de desabamento, e o solo apresenta risco geotécnico grave. Cabe lembrar que a não desocupação anterior, impedida pela Justiça, provocou o desabamento de dois prédios e a morte de 24 pessoas. As ações de demolições têm por objetivo garantir a integridade dos moradores, coibir o avanço de construções irregulares e garantir o restabelecimento da área de preservação ambiental.” 

A secretaria tem um projeto de construções de unidades do Minha Casa, Minha Vida numa área legalizada próximo à Muzema, nas faixas de renda que atendam as famílias do local. “Esse projeto está sendo negociado pela prefeitura com o governo federal”, afirmou.

Segundo informações há previsão de novos protestos e reuniões para sexta-feira, dia 28, que é o último dia do prazo de 72 horas.