Vote em quem respeita a favela

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Favela do Jacarezinho (Créditos: Reprodução internet)

Esta é a hora de mudar os prefeitos e também as casas legislativas de todo o país, onde as leis municipais são elaboradas. É importante entender que não basta só eleger a melhor pessoa para governar nossa cidade, mas também os vereadores, que não vão se calar diante de qualquer imprudência do futuro ou da futura prefeita – afinal, cabe também à Câmara de Vereadores o papel de fiscalização do município.

O prefeito precisa ter compromisso não só com a classe média, mas principalmente com os mais pobres. As favelas compõem grande parte da população de nossa cidade. Se o candidato ou candidata não tiver propostas ou não respeitar a favela, não serve para governar o Rio de Janeiro. É importante saber de onde vem cada um, já que os candidatos têm compromissos com seus partidos. Pode não ser uma boa ideia votar em candidatos filiados a partidos que não têm prestado um bom serviço para a nossa sociedade como um todo.

Para o caso dos vereadores, precisamos, na verdade, renovar as câmaras em todo o país, abrindo espaço para os mais jovens ou até reelegendo aqueles que verdadeiramente tenham compromisso conosco. Não podemos esquecer o quão importante é o Legislativo municipal para a prefeitura.

“Governabilidade” é o termo que define quando o Executivo tem o número suficiente de membros no Legislativo para governar sem problemas. Por isso, é também importante elegermos vereadores e vereadoras que vão ajudar o prefeito ou prefeita que queremos para a nossa cidade. Do contrário, nada muda.

Essa eleição é muito importante para mudarmos o país! Estamos de frente para as peças-chave da base das eleições 2018, quando vamos eleger deputados estaduais, federais, senadores, governadores e o próximo presidente ou presidenta. Por isso pense bem em quem vai votar, façamos uma avaliação criteriosa. Se você não tem muita informação, cuidado! Procure se informar!

Votemos em quem quer o bem da favela. O futuro do Rio e do país está em nossas mãos.

Publicado na edição de Outubro de 2016 do Jornal A Voz da Favela