Último bate-papo do ELACC discute congresso no Equador

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Roda de conversa aconteceu no Solar do Jambeiro, em Niterói (Créditos: Evelin Lee / ELACC)

Próxima parada: Quito, Equador. A roda que encerrou o ciclo de conversas do I Encontro Latino-americano de Comunicação Comunitária, “Rumo a Quito – III Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária”, realizada ontem, 08, no Solar do Jambeiro, focou nos preparativos do Equador para o evento, que acontece em novembro, e como cada país está se organizando para o encontro. Parceiros internacionais e representantes de Pontos de Cultura de diversos países participam do bate-papo.

A roda contou com as presenças de Jairo Afonso Castrillón (Colômbia), Javier Maraví (Peru), Eduardo Balán (Argentina), Isaac Peñaherrera (Equador), Nelson Ulluari (Equador), Milagros Lorier (Uruguai), Rafael Paredes (México), André Fernandes (ANF), Carla Santos (Cultmídia) e Marcelo das Histórias. Mediador do debate, Alexandre Santini (Laboratório de Políticas Públicas) falou sobre a importância da ligação entre o Brasil e a América Latina no processo de construção dos Pontos de Cultura. “A ligação com o processo latino-americano tem sido uma chave importante para a manutenção de um movimento social também a partir da cultura no Brasil”, destacou.

As experiências de congressos anteriores, realizados na Bolívia (2013) e El Salvador (2015), também ganharam destaque. O articulador da Plataforma dos Pontos de Cultura Viva Comunitária na América Latina Eduardo Balán fez um breve resumo sobre as primeiras edições, e Carla Santos compartilhou sua experiência no primeiro evento. “Foi uma revolução. Já não somos apenas o ruído, a ressonância e o apoio estético dos grandes movimentos sociais. Somos também atores de um movimento de troca de transformações sociais. Nós por nós mesmos e um pelo outro”, resumiu.

Outro ativista importante que participou da edição boliviana do Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária foi Marcelo das Histórias. De acordo com ele, “quando se fala de 17 países, não são 17 países colocando recursos. São 17 países onde pessoas se movem pelo pensamento, pelo campo simbólico. É quando a cultura e arte movem a política”, contou Marcelo, que foi o organizador do Encontro de Cultura Viva Comunitária, em Campinas, São Paulo, ocorrido no início de julho.

Coordenador de comunicação do evento, o ativista e militante cultural Isaac Peñaherrera (Equador) contou como estão os preparativos e a importância do próximo evento, que tem o tema “trabalho comunitário”, como eixo fundamental. “É um momento importante, onde devemos pensar sobre o que é ser comunitário contra uma cultura hegemônica. É importante fortalecer um espaço de informação, conhecimento, fortalecimento e para exercer linhas claras de ação”.