Sonhos praianos e noturnos: o que o verão também nos reserva

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Praia da Bica / Créditos: Divulgação

Detalhando uma das opções de noites quentes ao ar livre no verão, a opção de ir à praia à noite caminha para consolidar-se como um clássico. Seja para apreciar o nascer do sol de camarote ou para esticar o happy hour depois do trabalho, cada vez mais cariocas optam por permanecer na praia de madrugada, às vezes, persistindo na areia até o dia amanhecer.

Na orla, famílias inteiras refrescam-se do calor e da sensação térmica que parece bater recordes. Amigos festejam com bebidas e música, casais encontram um sossego em meio à rotina. Seja qual for a motivação, está bonito de se ver a vida noturna das praias como mais opção de lazer barata e que movimenta a renda da cidade, já que alguns quiosques ficam abertos e até emprestam sua energia para alguns banhistas colocarem um som para tocar.

A favela aproveita e curte. Diante da falta de energia recorrente em alguns pontos da cidade, a opção de curtir um mergulho na madruga surge como alternativa certeira para se refrescar. Ainda que a água fique morna, o orvalho – ou sereno, como os mais velhos gostam de dizer – ajuda a diminuir a temperatura como um todo. A ausência do sol oferece mais um descanso para a pele, que sofre com a alta radiação a que somos submetidos ao longo dos dias.

A combinação fica tão agradável que se torna quase irresistível: ambiente iluminado, que não fica cheio nem tão vazio, propício para mergulhos tranquilos e surfistas amadores (ou profissionais, por que não?). O barulho é bastante reduzido e a lua é uma das anfitriãs. Porém, é sempre prudente continuar evitando o porte de objetos de valor, adentrar muito longe no mar ou deixar bolsas livres e à mostra. Apesar de as praias noturnas serem tranquilas, ainda estamos falando sobre a cidade do Rio de Janeiro.

Torçamos para que essa onda não pare, e que em 2018 continuemos a ver praias democráticas, usufruídas com responsabilidade, geradoras de renda e seguras também à noite.