Sabotage é eternizado em disco póstumo

13 anos após a morte, último disco do rapper é lançado

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Assassinado na manhã do dia 24 de janeiro de 2003, próximo à sua casa na Zona Sul de São Paulo, o rapper paulistano Sabotage deixou a esposa, três filhos e um legado na música brasileira que agora ecoa eternamente. Depois de 13 anos, finalmente foi lançado o último disco gravado por ele. O álbum póstumo “Sabotage” traz 11 faixas de pura versatilidade musical. Os problemas sociais não mudaram em mais de uma década, e a ideologia continua desmistificando o que o rapper sempre proferiu enquanto ainda estava vivo.

As faixas foram desenvolvidas ao longo de mais de 10 anos, com produção de Daniel Ganjaman (o mesmo de discos de Criolo, MV Bill, Nega Giza, Nação Zumbi e outros). A lista inclui “Mosquito”, criada pela dupla Tropkillaz com vocais dos filhos de Sabotage, “Superar”, com participação do rapper Shyheim (do clássico do rap americano Wu Tang Clan), “O Gatilho”, com BNegão e Céu, e “País da Fome (Homens Animais)”, continuação de uma das canções mais aclamadas de seu segundo e último disco, “Rap é Compromisso“. O álbum traz ainda “Quem Viver Verá”, gravada com o rapper Dexter um dia antes do assassinato.

A batida tá pesada, e espero que muito em breve venha um disco físico do álbum que já marcou a história do rap nacional.

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