Rio Parada Funk leva baile de favela para a Apoteose; veja fotos

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O público e dançarinos profissionais arrasaram nas coreografias. (Créditos: Bárbara Dias / ANF)

Neste domingo, 01, a Praça da Apoteose tremeu, mas não foi pelo samba – e, sim, pelo batidão do tamborzão. Com o palco principal e outros 11 paredões de equipes de som consagradas, o Rio Parada Funk sacudiu o centro do Rio. Foram nove horas de baile no Sambódromo.

A tarde foi de funk e passinho também. (Créditos: Bárbara Dias / ANF)
A tarde foi de funk e passinho também. (Créditos: Bárbara Dias / ANF)

Com ingressos a preços populares, a Apoteose bombou. Os amantes do estilo musical se divertiam com tantas opções, que variavam de charme a baile de favela. Várias equipes de som que fizeram e fazem a história do funk, como Pit Bull, Big Mix, Pipos e outras mais, marcaram presença. No paredão  dedicado ao funk atual, famílias curtiam o som. É o caso de Leandro, 34, e sua filha Lorena, 10. Primeira vez no RPF, eles vieram da Penha e disseram que foi uma boa programação para sua tarde: ele com cerveja e ela com guaraná na mão.

O evento também contou com a Batalha dos barbeiros. O corte mais pedido é o jaca, conhecido também como “disfarçado”, um corte de cabelo que deixa o cabelo maior em cima e com pente zero nas laterais – retrato de uma cultura forte nas favelas do Rio.

 

Quem veio pra curtir e pra trabalhar

Logo na entrada, a equipe da Agência de Notícias das Favelas esbarrou com Robson e André, dois amigos do Morro do Cantagalo. Jovens, nos contaram que, no funk, eles se sentem com liberdade para serem o que são e que não veem preconceito na cena contra o público LGBT.

Quem também veio pela primeira vez foi Rafael Peixoto, 26, estudante da UFRRJ, de Seropédica, acompanhado de dois amigos também universitários. Disse que soube do evento pelas redes sociais e veio pesquisar mais sobre o assunto funk, que vai virar um rádiodocumentário para a faculdade.

 

O grupo Os Havaianos foi uma das mais de 30 atrações do dia. (Créditos: Bárbara Dias / ANF)
O grupo Os Ousados foi uma das mais de 30 atrações do dia. (Créditos: Bárbara Dias / ANF)

 

Isaque Imperador é considerado um dos melhores dançarinos de Funk e estava também produzindo a apresentação de outros grupos de dança. “É importante a gente trazer pro asfalto nossa música e o passinho”, afirma.

Uma queixa frequente do público era a falta de organização na venda de bebidas. As filas chegavam a demorar uma hora, e não havia fiscalização para os fura-fila. A equipe de reportagem também teve dificuldades logo na chegada para entrar na Apoteose, mesmo com o nome na lista. Mas, no fim das contas, não foi nada que atrapalhasse o fluxo e a diversão. Segue o baile.