Nossas vidas importam: todo apoio à comunidade LGBT

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Infelizmente, temos sido diariamente surpreendidos por retomadas de pautas ultraconservadoras, tais como a criminalização do aborto, a redução da maioridade penal e a bandeira de “bandido bom é bandido morto”. A útima pérola veio do Judiciário no Distrito Federal, que em 18 de setembro de 2017, autorizou psicólogos a tratarem a homossexualidade como doença.

Desde o ano de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deixou de considerar a homossexualdiade como doença. Isso quer dizer que um juiz extremamente autoritário e conservador desconsidera um conjunto de lutas que permitiram o avanço da pauta da liberdade das relações afetivas e retrocede no que deveria continuar avançando.

Sabemos que o processo de querer tornar a homessexualidade em doença tem como pano de fundo o fundamentalismo religioso, que, nos últimos tempos, tem se manifestado acentuadamente entre os neopentecostais e também os chamados bolsominions – eleitores da família Bolsonaro. Agora, é difícil entender por que essas pessoas, parlamentares ou não, estão preocupadas com as relações afetivas de outras. O amor não mata, não destrói, não violenta e tampouco pode ser medido, avaliado ou autorizado por aqueles e aquelas que nada têm a ver com a relação.

Seria muito fácil resolver isso. Vi uma postagem no Facebook que buscava esclarecer. Era uma espécie de diálogo entre alguém que respeita todas as formas de amor e um LGBTfóbico (pessoas que praticam violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais). A ideia era mais ou menos essa:
– Não aceito casamento gay
– Algum gay lhe pediu em casamento para você não aceitar?

Deveria ser simples assim, a decisão de se ter ou não uma relação homoafetiva deveria ser uma prerrogativa pessoal. No entanto, podemos observar a onda de retiradas de direitos que incluem todas as formas de amar. A OMS retirou a homossexualidade do nível de doença há menos de trinta anos e, ainda que seja uma grande conquista (porque se trata de um reconhecimento mundial), muitas lésbicas, bissesuais, gays, travestis, transexuais tiveram suas vidas ceifadas pelo conservadorismo, principalmente, o religioso. Agora me expliquem, por favor, que tipo de Deus é esse que prefere que seus fiéis matem essas pessoas em vez de serem felizes com seus pares? O que justifica um ser humano sair de casa e interomper uma vida porque não concorda com determinado comportamento?

Tudo isso me parece muito irracional. Se a tendência é o avanço da LGBTfobia, precisamos estar atentas e atentos e nos unir para erguer nossas bandeiras de lutas por um mundo sem desigualdades sociais, de gênero, de preferência sexual, entre outras. Antes que seja tarde, precisamos entender que há muito esses grupos fundamentalistas vêm nos agredindo. É o racismo contra a população negra, os contínuos massascres à população indígena, o feminicídio contra as mulheres. O juiz do DF cometeu um ato de grande violência contra a população LGBT. Que tal nos unirmos e por um fim a tudo isso?