Não vale a pena ver de novo

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Créditos: Thiago Dezan

Nesta semana, o Estado deu uma resposta: “Na Zona Sul, não!”.

Pezão promete tiroteios diários como forma de melhorar o trânsito!

Foi tipo um Dia D… Mas que não vai dar em nada.

Não existe estado paralelo durante governos Cabral-Pezão. Existe crime concorrente.

Como derrubar o apartheid carioca?

Rock in Siria!

Fuzil, o país do futuro.

Eduardo Cunha é o Nem de Brasília?

Esse pessoal do Exército fez Escola de Guerra ou mestrado em performance?!

1.000 soldados, 150 máscaras de caveira, oito tanques, cinco bazucas, quatro drones, três helicópteros… Tudo em São Conrado… Enquanto isso, o bonde vazava pelas Paineiras. Se os planejadores da operação jogassem WAR, não durariam seis rodadas.

A Globo passou o dia inteiro transmitindo o “Não vale a pena ver de novo”. Bagulho tenso no Complexo da Gávea, Chapadão do Horto e Pedreira de São Conrado.

É final de setembro e tá rolando um desfile de carros alegóricos na Zona Sul do Rio…

Será que, se os bandidos fugirem pela mata, veremos mandado de busca coletivo para o bairro da Gávea?!

Secretário de segurança desmente boatos! Eles jamais disseram, por exemplo, que saberiam o que fazer…

Toda PUC tem seu dia de CIEP.

Toda bolha implode.

Toda São Conrado tem seu dia de Costa Barros.

Toda bolha implode.

A grande mídia vendeu o peixe do Cabral-Gestor, do Legado-Olimpico, da UPP-maravilha e do Temer-solução… A grande mídia não transmite o desastre. A grande mídia é parte do desastre.

Tiroteio pesado no Rock in Ha!

Que legado olímpico, hein, capital financeiro! Vocês são demais! Seus MBAs em gestão são a fina flor da evolução social!

Como é que o Cabral é tão culpado e o Pezão é tão inocente?! Me “exprica”!

Evita Pezón: el líder “qui” evita tomar “decison”.

Nada é tudo que o Pezão pode fazer. Gênio.

“Só fiz que nada fiz”, filósofo Pezão, 2017.

Enquanto isso, no DF, o bonde do 171 tomou o Complexo do Planalto Central.

E vem aí uma grande novidade: Exército e grandes eventos vão dar um jeito no Rio de Janeiro!

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Dramaturgo, diretor teatral, ator, educador e ativista cultural. Escreveu e dirigiu o espetáculo "Mundo Grampeado - Uma ópera tecno-tosca" entre outras produções da Cia Monte de Gente, fundada em 2006. Participa ativamente do movimento Reage Artista e foi um dos articuladores do Ocupa Lapa. É também idealizador do Facedrama, ferramenta de dramaturgia coletiva online. É autor das peças "Entregue seu coração no Recuo da Bateria", "Um de Nós - A Saga quase olímpica de um judoca iraniano" e do musical infantil "Aninha contra o Feiticeiro de Lixoxxx"