Mídias alternativas latino-americanas debatem direito à livre comunicação

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Créditos: Bárbara Dias / Fotoguerrilha

Por Rosana Roxo e Yanca Rosa

Na tarde de hoje, 06, oito comunicadores comunitários discutiram, no primeiro painel do ELACC, as Experiências de Comunicação Comunitária na América Latina. Representantes da mídia alternativa da Argentina, Brasil, Colômbia, Equador e Uruguai dividiram com a plateia suas vivências junto a diferentes comunidades do continente durante o debate, mediado pelo professor da UFF e coordenador do Laboratório de Ações Culturais (LABAC) Luiz Augusto Rodrigues.

Para o representante da Red CVC Isaac Penaherrera, pensar de forma comunitária é viver e lidar com públicos distintos, realizar acordos, parcerias e conviver com a diversidade de pensamento. “A comunicação não é transmissão de informação, é um direito”, opina. A representante da Rádio Yandé Renata Machado concorda, pois “não somos apenas estrelas no céu escuro, somos uma constelação”.

As dificuldades para produzir comunicação também fizeram parte do debate. A comunicadora social uruguaia Milagros Lorier, da Árbol TV/ Red CVC, contou que tenta há 14 anos implantar um projeto na área. “É preciso romper com o conceito de desvalorização na comunicação comunitária”, afirma. Para o diretor e fundador da Agência de Notícias das Favelas André Fernandes, apesar dos problemas, as mídias alternativas trouxeram uma grande mudança na sociedade atual, pois “deixamos de ser expectadores para sermos autores da nossa própria cidadania”.