Memória e fotografia ganham destaque no ELACC

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Créditos: Rebeca Belchior / ELACC

Fotógrafos e autoridades culturais discutiram, na tarde desta sexta, 07, a importância do registro na mesa “Memória Histórica, Direito à verdade e Comunicação Popular na América Latina” durante o I Encontro Latino-americano de Comunicação Comunitária. A discussão, mediada por Nathália Cindra, contou com as participações dos fotojornalistas Renzo Gostoli (Argentina), Daniel Ramalho, Patrick Granja (A Nova Democracia), o secretário-executivo da Unidade Técnica do Programa IberCultura Viva Emiliano Fuentes Firmani (Argentina) e o presidente do Conselho Municipal de Cultura de Niterói Renato Almada.

 

Créditos: Vitor Pastana / ELACC
Renzo Gostoli, Daniel Ramalho e Patrick Granja (Créditos: Vitor Pastana / ELACC)

 

Questões como a importância do registro fotográfico e sua conservação foram enfatizadas por todos os participantes. Outros aspectos, como a dificuldade de se manter a memória na América Latina, políticas criadas para o esquecimento e o monopólio da grande mídia também foram discutidas. O jornalista Patrick Granja destacou em sua fala o esforço da comunicação comunitária para ocupar os espaços que não são ocupados devido ao jogo de interesses políticos. “A sociedade tem uma memória de classe, onde impera o relato dos poderosos”, afirmou.

 

Créditos: Patrícia de Matos / ELACC
O fotógrafo argentino Renzo Gostoli foi um dos participantes da mesa (Créditos: Patrícia de Matos / ELACC)

 

Renzo Gostoli aproveitou para contar sobre o processo de criação da sua exposição “América Latina, tão violentamente doce”, aberta no próprio Solar do Jambeiro e inspirada nas contradições latino-americanas: “É muito mais fácil fotografar e muito mais fácil se perder”.