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	<title>ANF - Agência de Notícias das Favelas</title>
	<link>http://www.anf.org.br</link>
	<description>A primeira agência de notícias de favelas do mundo!</description>
	<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 17:59:08 +0000</pubDate>
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		<title>OLIMPÍADAS SEM REMOÇÃO</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 17:59:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Fernandes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

		<category><![CDATA[Habitação]]></category>

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		<description><![CDATA[

“Olimpíadas para todos, sem remoção!”

A mais recente luta da comunidade Vila Autódromo
&#160;
“Olimpíadas para todos, sem remoção!”; “Apesar das ameaças,
desejamos sucesso para as Olimpíadas”; “Esporte é vida, não estresse. Políticas
Públicas já!”; “Veneza carioca para os ricos e despejo para os pobres”. As
faixas colocadas em um pequeno campo de futebol, transformado provisoriamente
em local para assembléias entre os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">
<p style="text-align: center;" class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 16pt;">
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 16pt;">“Olimpíadas para todos, sem remoção!”</span></strong></p>
<p></span></strong></p>
<p style="text-align: center;" class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 16pt;">A mais recente luta da comunidade Vila Autódromo</span></strong></p>
<p style="text-align: center;" class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">“Olimpíadas para todos, sem remoção!”; “Apesar das ameaças,<br />
desejamos sucesso para as Olimpíadas”; “Esporte é vida, não estresse. Políticas<br />
Públicas já!”; “Veneza carioca para os ricos e despejo para os pobres”. As<br />
faixas colocadas em um pequeno campo de futebol, transformado provisoriamente<br />
em local para assembléias entre os moradores, movimentos sociais e<br />
representantes de diversas entidades, expressam o repúdio da comunidade Vila<br />
Autódromo ao projeto de remoção de centenas de famílias pobres para a<br />
construção no local de equipamentos para os jogos olímpicos de 2016.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">Não é a primeira vez que a comunidade precisa se mobilizar<br />
para evitar as tentativas de remoção involuntária. A primeira ocorreu em 1992,<br />
quando o Município do Rio de Janeiro alegou “dano estético e ambiental” em ação<br />
judicial ajuizada no Tribunal do Rio de Janeiro requerendo a retirada total da<br />
comunidade. A Barra da Tijuca, então, despontava como nova centralidade para<br />
empreendimentos imobiliários, comerciais e esportivos, exigindo, como bem<br />
traduziu o procurador do município, uma nova “estética”, na qual os pobres não<br />
estavam incluídos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">A comunidade, por sua vez, organizou-se e apresentou uma<br />
reação adequada à ofensiva municipal: em apenas dois anos, os moradores<br />
integraram um programa de regularização fundiária em que o poder público<br />
estadual, proprietário da gleba, reconheceu que o local era utilizado, há<br />
décadas, para a moradia. No mesmo passo, Vila Autódromo articulou sua defesa<br />
jurídica e impediu a remoção judicial das casas, demonstrando a fragilidade dos<br />
argumentos municipais em um litígio que até hoje se arrasta no Judiciário.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">De Vila Autódromo, um olhar sobre a urbanização brasileira</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A<br />
situação vivenciada por Vila Autódromo não se distingue da história de muitas<br />
outras comunidades, favelas e bairros pobres das metrópoles brasileiras.<br />
Originalmente uma vila de pescadores, Vila Autódromo torna-se, nos anos 1970,<br />
uma oportunidade para a moradia de centenas de migrantes operários e<br />
trabalhadores informais que chegaram à região para a construção do autódromo de<br />
Jacarepaguá, do metrô e dos novos empreendimentos imobiliários que despontavam<br />
no local. Outras famílias foram ali assentadas em razão da remoção de outra<br />
comunidade, chamada Cardoso Fontes.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Pescadores,<br />
operários precarizados, desempregados, trabalhadores informais, famílias<br />
removidas e migrantes formam a rede social que irá paulatinamente urbanizar e<br />
garantir as condições de vida na comunidade. O sistema utilizado é o denominado<br />
“mutirão”, pelo qual os moradores constroem não só suas casas, mas todo o<br />
espaço urbano, incluindo ruas, calçadas, rede de distribuição de água, sistema<br />
sanitário, creches, escolas e espaços de convívio, como o campo de futebol, a<br />
igreja e a sede da associação de moradores.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Além<br />
de ser um espaço construído pelo trabalho contínuo dos moradores, Vila<br />
Autódromo aparece também como uma rede diversificada de trabalhadores da<br />
cidade: eletricistas, bombeiros, mecânicos, porteiros, pedreiros, costureiras,<br />
pequenos comerciantes, entre outros, realizam uma dinâmica prestação de<br />
serviços fundamentais para a vida urbana. O trabalho de construção&nbsp;da&nbsp;cidade<br />
se confunde, aqui, com as atividades prestadaspara&nbsp;a cidade. Aquilo que é<br />
definido pejorativamente como o campo subterrâneo da informalidade (a cidade<br />
ilegal), é na verdade a vida e o trabalho diário, múltiplo e rico dos moradores<br />
de comunidades e favelas desprovidos de direitos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">Reconhecer a dimensão real dos direitos econômicos, sociais<br />
e culturais das comunidades pobres</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Como<br />
afirmava o jurista Joaquin Herrera Flores (A reinvenção dos direitos humanos,<br />
2009), os direitos humanos não são meras declarações formais ou abstratas, mas<br />
verdadeiros processos de luta ligados à vida, à liberdade e ao trabalho. Falar<br />
em direitos econômicos, sociais e culturais das comunidades pobres é exatamente<br />
reconhecer a dimensão material (e real!) da vida e do trabalho exercido por<br />
elas&nbsp;na&nbsp;cidade e&nbsp;para&nbsp;a cidade.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Os<br />
processos de remoção involuntária raramente consideram a articulação concreta<br />
entre o exercício dos direitos e o espaço urbano. Das relações com o território<br />
surgem diferentes formas de trabalho, serviços prestados pelos autônomos e<br />
informais, redes de solidariedade social, contatos com os vizinhos, amizades<br />
para as crianças, convívios na escola, contatos com os profissionais de saúde,<br />
etc. O que para o poder público é um simples “reassentamento” , para as<br />
famílias é a uma mudança total nas formas de vida e de acesso, mesmo quando<br />
precário, aos direitos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">Freqüentemente, alguns políticos, até os ditos<br />
progressistas, questionam o motivo pelo qual uma comunidade se recusa a ser<br />
realocada para casas construídas pelo poder público. Ora, a homogeneidade das<br />
construções, o espaço planificado e sem criatividade das casas e a ruptura das<br />
relações sociais com o território estão na origem da resistência dos moradores,<br />
inclusive os de Vila Autódromo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">A comunidade quer continuar onde está e receber<br />
investimentos públicos!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">Ao invés de propor remoções custosas e indesejadas, o poder<br />
público deveria reconhecer e ampliar iniciativas criadas pelos próprios<br />
moradores, investindo em urbanização com participação e decisão popular,<br />
regularização fundiária (Cf. projeto do ITERJ para Vila Autódromo), assistência<br />
técnica gratuita, políticas de transferência e geração de renda, estímulo às<br />
redes sociais e culturais existentes, proteção do trabalhador informal e do<br />
pequeno comerciante, acesso à mobilidade urbana, a todos os serviços públicos e<br />
aos demais direitos da cidade.&nbsp;&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">A remoção de Vila Autódromo contraria os direitos<br />
fundamentais da cidade</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A<br />
remoção de Vila Autódromo ofende a legislação brasileira e a maioria dos<br />
princípios e compromissos internacionais adotados pelo Brasil sobre a<br />
efetivação dos direitos da cidade. Da Constituição Federal ao Estatuto da<br />
Cidade, da Agenda Habitat às observações gerais da ONU sobre o Tratado de<br />
Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, passando pela&nbsp;Carta Mundial pelo<br />
Direito à Cidade elaborada pelos movimentos sociais, encontramos fundamento<br />
para um total repúdio ao tipo de “reassentamento” que se quer realizar </span><span style="font-size: medium;">em Vila Autódromo.</span><span style="font-size: medium;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Sumariamente<br />
e sem excluir outros argumentos, poderíamos apontar as seguintes razões: a)<br />
Violação da cláusula democrática e participativa. A comunidade em nenhum<br />
momento foi consultada sobre sua inclusão no projeto olímpico apresentado ao<br />
COI e soube pela “mídia” que deveria ser removida; b) Primado da regularização<br />
fundiária, do direito à moradia e da segurança da posse. A comunidade foi<br />
regularizada há quinze anos e hoje é objeto de outro programa estadual para<br />
atualizar e ampliar os títulos concedidos. A segurança da posse como elemento<br />
do direito à moradia é oponível ao município. Vale lembrar que dezenas de<br />
famílias já passaram por anterior processo de remoção e agora têm o direito de<br />
desfrutar de uma moradia segura e estável; c) Princípio da vedação ao<br />
retrocesso. Tendo sido objeto de política pública de promoção do direito social<br />
à moradia, o poder público não pode retroceder e fragilizar a proteção já<br />
alcançada de um direito social; d) Reassentamento como&nbsp;ultima ratio. As<br />
diretrizes internacionais afirmam que o reassentamento involuntário é medida<br />
extrema e deve ocorrer somente quando não há alternativa, não sendo o caso de<br />
Vila Autódromo; e) Garantia do devido processo legal. A remoção sob o argumento<br />
dos jogos olímpicos seria meio para, à margem do processo legal, atingir um<br />
objetivo hoje vedado pelo Poder Judiciário; f) Princípio da igualdade. De todo<br />
o seu entorno, incluindo os inúmeros empreendimentos imobiliários no local, a<br />
comunidade será a única a ser atingida pelo projeto olímpico. Por que somente a<br />
Vila Autódromo?&nbsp;&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">Por esses e outros motivos, a remoção de Vila Autódromo é<br />
ilegal do ponto de vista jurídico e inaceitável do ponto de vista político.<br />
Contra ela, todos os cidadãos, as comunidades pobres e movimentos sociais<br />
urbanos têm o direito de se insurgir e exigir do poder público o respeito aos<br />
direitos fundamentais da cidade. Participar da mais recente luta de Vila<br />
Autódromo é tarefa para aqueles que desejam, apesar das ameaças, “olimpíadas<br />
para todos, sem remoção!”.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DE VILA AUTÓDROMO</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: medium;">NÚCLEO DE TERRAS E HABITAÇÃO – DEFENSORIA PÚBLICA DO<br />
ESTADO DO RIO DE JANEIRO</span></span></div>

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		<title>FUNK-SE</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 16:06:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Fernandes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[JORNAL A VOZ DA FAVELA]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Carlos Bruce Batista 
Em se tratando de funk, tudo fica pelo menos mais divertido. Seja num baile na favela ou numa festa na Delfim Moreira, o funk torna tudo mais divertido. 
Alguns preferem os raps dos anos 90 com suas letras de caráter mais contestador, romântico, cômico, tudo na base do volt mix. 

Outros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font color="#0000ff"><strong>Por Carlos Bruce Batista </strong></font></p>
<p align="justify">Em se tratando de funk, tudo fica pelo menos mais divertido. Seja num baile na favela ou numa festa na Delfim Moreira, o funk torna tudo mais divertido. </p>
<p align="justify">Alguns preferem os raps dos anos 90 com suas letras de caráter mais contestador, romântico, cômico, tudo na base do volt mix. </p>
<p align="justify">
<p>Outros preferem as montagens daquela mesma década - que misturavam canções infantis ou hinos de clube de futebol com a mais furiosa das batidas. </p>
<p align="justify">
<p>Ainda tem aqueles mais nostálgicos, que gostam mesmo dos melodys cantados por Stevie B, Tony Garcia, Trinere e Korell. </p>
<p align="justify">
<p>Os bondes de mc’s - como o Bonde do Tigrão e o Bonde do Vinho - também marcaram uma geração com músicas mais sugestivas e sensuais. </p>
<p align="justify">As mulheres lideradas por Tati Quebra Barraco e Deize Tigrona fincaram sua bandeira no mundo funk carioca de forma tão importante na imposição do desejo feminino que a pesquisadora americana Kate Lyra passou a dividir as conquistas feministas em três fases: a luta pelo direito de voto (anos 1920), a luta pelos direitos trabalhistas (anos 1960) e a luta pelos direitos sexuais (anos 2000). Este último, segundo a pesquisadora, caracterizaria toda uma mudança na forma de firmar a mulher como ser sexual e sexuado. </p>
<p align="justify">
<p>O tamborzão, batida ritmicamente brasileira, marcada por tambores eletrônicos com som semelhante aos dos terreiros umbandistas, hipnotizou boa parte dos dj’s dando nova cara ao funk carioca. </p>
<p align="justify">Também serviu de base para os conhecidos e “temíveis” proibidões.  </p>
<p align="justify">Surgido nas periferias cariocas no final dos anos 90 e início dos anos 2000, os proibidões ficaram conhecidos por retratarem de forma realista, como uma crônica popular ritmada, o dia a dia das favelas e de alguns de seus personagens.  </p>
<p align="justify">De acordo com Mister Catra*, os raps cantados nos palcos da Zona Sul - que narravam histórias aceitáveis - mudaram de enredo quando recomeçaram as proibições dos bailes funk.  </p>
<p align="justify">Ainda segundo Catra, “a favela cantava para a sociedade, cantava o amor, a beleza das favelas, quando proibiram isso a favela começou a cantar para nós mesmos, então a favela começou a cantar para a favela e a favela cantando para a favela fala de tráfico”. </p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">
<p>Gravados ao vivo nas próprias comunidades em que eram cantados, os proibidões, diferentemente dos raps aceitos e gravados em estúdios, eram produzidos de forma amadora e comercializados por ambulantes ou baixados pela classe média carioca. </p>
<p align="justify">Dessa forma o proibidão se tornou um fenômeno de procura e os mc’s que os cantavam indiciados e procurados pela polícia. </p>
<p align="justify">Como se estivéssemos vivendo em um Estado de Exceção não autorizado, os principais mc’s do país foram indiciados pelo crime de apologia ao tráfico de drogas, cuja pena, de acordo com a antiga lei de drogas, era de 3 (três) a 15 (quinze) anos de reclusão. </p>
<p align="justify">A liberdade de expressão artística, instrumento transcendente para o intercâmbio livre de informações, amplamente amparada pelo artigo 5º, inciso IX da Constituição Federal, nas vozes dos rimadores favelados se tornou crime, alvo de censura e perseguição. </p>
<p align="justify">O direito de expressar-se artisticamente - sendo um dos direitos fundamentais mais importantes do Estado Democrático de Direito –mostrou-se vulnerável ao entendimento político vigente na estabelecida guerra, desta vez ao comércio de drogas ilícitas. </p>
<p align="justify">O perigo da censura se expande também aos tais raps que cantam a “desconfortável” pornografia.  </p>
<p align="justify">Como se o sexo fosse um assunto que não estivesse inserido no cotidiano das pessoas, não fosse intensamente explicitado em outras formas de manifestação artística  ou que não fosse abordado por outros meios de comunicação.  </p>
<p align="justify">Assim, o funk vem tocando seu combatido mas aguerrido percurso.  </p>
<p align="justify">Podem se emocionar com os raps das antigas, se apaixonar com os melodys americanos, falar bem dos raps aceitáveis, repudiar os que cantam o sexo e até mesmo criminalizar os probidões, mas o fato é que o funk, embora determinadamente combatido nos setores conservadores, ainda vive pulsantemente em todos os cantos da cidade. </p>
<p align="justify">
<p>É verdade: em se tratando de funk tudo fica pelo menos mais divertido&#8230; ou não!  </p>
<p align="justify">A todos os leitores do Jornal A Voz da Favela um Ano Novo harmonioso e livre de todas as formas de preconceito e discriminação.  </p>
<p>E, claro, com muito funk. </p>
<p align="justify">*Catra, Mister. Entrevista à revista Discursos Sediciosos – Crime, Direito e Sociedade, nº 15/16, ed. Revan, Rio de Janeiro, 2007.   </p>
<p align="justify">Gostaria de propor aos nossos leitores que nos escrevessem contando alguma história inesquecível acontecida em algum baile funk. Seja por ter sido marcada por algum encontro romântico, algum fato engraçado ou até mesmo algum clima tenso, o importante é que vocês relatem e dividam conosco seus momentos. </p>
<p>Nas próximas publicações do Jornal A Voz da Favela estaremos publicando alguns desses encontros, desencontros, momentos, cômicos, românticos, tensos, vividos por vocês!</p>

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		</item>
		<item>
		<title>COMEÇOU A AUDIÊNCIA DO CASO DA COROA</title>
		<link>http://www.anf.org.br/2010/03/09/comecou-a-audiencia-do-caso-da-coroa/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 19:37:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Fernandes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>

		<category><![CDATA[Segurança pública]]></category>

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		<description><![CDATA[
Começou com atraso de mais de duas horas a oitiva de testemunhas de acusação do caso do Morro da Coroa. As testemunhas de defesa foram dispensadas e serão ouvidas em outro dia que será defenido ainda hoje. 
Saiba mais sobre o caso:
No dia 02/04/2009, uma violenta ação do 1o&#160;BPM&#160;no Morro da Coroa (Catumbi), levou `morte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p>
<p align="justify"><font size="3">Começou com atraso de mais de duas horas a oitiva de testemunhas de acusação do caso do Morro da Coroa. As testemunhas de defesa foram dispensadas e serão ouvidas em outro dia que será defenido ainda hoje</font>. </p>
<p align="justify">Saiba mais sobre o caso:</p>
<p align="justify" style="color: rgb(0, 0, 0); text-decoration: none;">No dia 02/04/2009, uma violenta ação do 1o&nbsp;<span>BPM</span>&nbsp;no Morro da Coroa (Catumbi), levou `morte de 6 pessoas, inclusive o eletricista e lanterneiro&nbsp;<a href="http://www.redecontraviolencia.org/Casos/2009/470.html" style="border-bottom: 1px solid rgb(164, 109, 109); color: inherit; text-decoration: none;" target="_blank">Josenildo dos Santos</a>, de 42 anos. Todas mortes foram registradas pelos policiais como “autos de resistência”, e todos foram acusados de ser traficantes, inclusive Josenildo, conhecido como Téo, trabalhador conhecido e querido em toda a comunidade.</p>
<div align="justify">
</div>
<p align="justify" style="color: rgb(0, 0, 0); text-decoration: none;">Segundo testemunhas, no dia da chacina, após uma incursão mais cedo, alguns policiais permaneceriam&nbsp; escondidos e encapuzados, à espera de encontrar traficantes, num beco da favela que levava a um bar. Os policiais impediram a circulação dos moradores, e, numa clara ação de emboscada, atiraram indiscrimidamente na direção de vários jovens, mesmo sem ter havido confronto, segundo moradores. Josenildo, que passava neste momento, foi parado e levou um tiro em um de seus joelhos. Tentou, em vão, identificar-se dizendo que acabar de voltar do trabalho, e chegou a levantar as mãos para mostrar que estava sujo do trabalho na horta comunitária. Neste instante, já no chão, os policiais o executaram com um tiro na cabeça. As marcas de tiros no local atestaram não só a inexistência de confronto como os tiros de execução em direção ao solo. Ao que parece, a morte de Josenildo foi sido motivada pelo fato de que, ao descer para ir ao tal bar, testemunhou os policiais matando as outras pessoas.</p>

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		</item>
		<item>
		<title>MORADORA DA CRUZADA REENCONTRA FILHO DADO COMO MORTO</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 18:09:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Fernandes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

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		<description><![CDATA[









Edmilson Ventura&#160;


Essa história é marcada
por sorte e muitas coincidências. À quinze dias atrás,passava pela
feira da Rua do Lavradio, quando encontrei Ricardo Freitas, um velho
amigo, que me apresentou Francisco Buiddolt, brasileiro de  25 anos,
que desde os nove anos mora em Bordou na França, com os pais adotivos.
Francisco estava de férias no Brasil, Já tinha passado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="margin: 1ex;">
<div align="justify">
</div>
<div>
<div align="justify">
</p></div>
<div align="justify">
</div>
<div align="justify">
</div>
<p align="justify"><strong><font face="Tahoma" size="3">Edmilson Ventura</font><font size="3">&nbsp;</font></strong></p>
<div align="justify">
</div>
<p align="justify"><font face="Tahoma" size="2">Essa história é marcada<br />
por sorte e muitas coincidências. À quinze dias atrás,passava pela<br />
feira da Rua do Lavradio, quando encontrei Ricardo Freitas, um velho<br />
amigo, que me apresentou Francisco Buiddolt, brasileiro de  25 anos,<br />
que desde os nove anos mora em Bordou na França, com os pais adotivos.<br />
Francisco estava de férias no Brasil, Já tinha passado por São Paulo,<br />
Salvador, quando decidiu vir ao Rio. Hospedado na casa do professor<br />
Ricardo Freitas, amigo de seus pais adotivos, que acompanhou o processo<br />
de adoção de Francisco e ganhou outra missão: Ajudar a encontrar<br />
a família biológica de Francisco, que não fala nada de português.<br />
O primeiro passo foi solicitar autorização judicial para ter acesso<br />
aos arquivos do orfanato em que ele ficou acolhido durante os nove anos<br />
antes de ser adotado. No momento da abertura dos arquivos, além da<br />
historia, estava lá também o nome de sua “mãe biológica” e o<br />
endereço: Av. Borges de Medeiros nº 699 bloco 7 apto 311. Nesse momento,<br />
Ricardo Freitas, me telefona e pergunta o endereço do conjunto habitacional<br />
Cruzada São Sebastião (local onde nasci e mora minha família). Confirmado<br />
o endereço, este me pergunta se conheço alguma Arlete. “Várias”<br />
respondi. Qual o endereço? Dito, concluí se tratar de uma velha conhecida.<br />
Ricardo então me pergunta se lembrava do”gringo” que me foi apresentado<br />
na feira, e fala da história dele, entregue em 1984 na maternidade<br />
do hospital Miguel Couto para adoção pela suposta mãe, Arlete. Chocado<br />
com a história,&nbsp; marcamos de nos encontrar e eu ir no endereço<br />
á procura de Arlete e saber da disponibilidade dela reencontrar o “filho”.<br />
Fui ao&nbsp; apartamento, enquanto eles me aguardavam na praça de alimentação<br />
de um shoping próximo, lá chegando, não havia ninguém em casa. Ao<br />
sair, encontro ela e a filha, Sheila. Cumprimento Arlete e Sheila e<br />
digo ter um assunto delicado para falar. Ela diz que posso falar ali<br />
mesmo. Pergunto se lembrava do filho que deixou para adoção em 84<br />
no Miguel Couto. Ela empalidece enquanto&nbsp; Sheila transtornada grita<br />
dizendo que quem teve filho em 84 foi ela e não a mãe, e se volta<br />
revoltada para a mãe indagando como ela pôde fazer aquilo, pois&nbsp;<br />
sempre acreditou que o filho não tinha morrido.</font></p>
<div align="justify">
</div>
<p align="justify"><font face="Tahoma" size="2">Eu sem entender direito<br />
o que acontecia, surpreso com o desenrolar da história e preocupado<br />
com a saúde daquela senhora, que desfalecia enquanto a filha a acusava<br />
de omitir o filho por vinte e cinco anos .Fui questionado por Sheila,<br />
que desorientada, contava ter sofrido um aborto e que a criança foi<br />
levada com ela para o hospital, e que lá ela apenas foi informada que<br />
a criança teria morrido. Mas que ela nunca viu corpo, nem funeral.<br />
Perguntava onde estava o filho, e dizia querer vê-lo .Na certidão<br />
encontrada nos arquivos do abrigo, Arlete estava como mãe de Francisco,<br />
e não Sheila . No dia seguinte, intermediei o encontro de mãe e filho.<br />
Cenas de emoção, que contagiou á todos os presentes no reencontro.<br />
No sábado, dois dias após a descoberta, Francisco foi a Cruzada para<br />
conhecer a avó Arlete e toda a família. A cruzada estava em festa<br />
para receber seu mais novo filho. Dezenas de moradores observavam e<br />
se emocionavam com a história típica de novelão. No domingo, depois<br />
de almoço em família numa churrascaria de Copacabana, Francisco se<br />
despediu rumo à Europa, com a certeza de retornar em novembro.</font></p>
</div>
</div>

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		<title>COMUNIDADES CONTRA REMOÇÕES</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 17:13:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Fernandes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Habitação]]></category>

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		<description><![CDATA[

“Olimpíadas para todos, sem remoção!”

A mais recente luta da comunidade Vila Autódromo
&#160;
“Olimpíadas para todos, sem remoção!”; “Apesar das ameaças,
desejamos sucesso para as Olimpíadas”; “Esporte é vida, não estresse. Políticas
Públicas já!”; “Veneza carioca para os ricos e despejo para os pobres”. As
faixas colocadas em um pequeno campo de futebol, transformado provisoriamente
em local para assembléias entre os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">
<p style="text-align: center;" class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 16pt;">
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 16pt;">“Olimpíadas para todos, sem remoção!”</span></strong></p>
<p></span></strong></p>
<p style="text-align: center;" class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 16pt;">A mais recente luta da comunidade Vila Autódromo</span></strong></p>
<p style="text-align: center;" class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">“Olimpíadas para todos, sem remoção!”; “Apesar das ameaças,<br />
desejamos sucesso para as Olimpíadas”; “Esporte é vida, não estresse. Políticas<br />
Públicas já!”; “Veneza carioca para os ricos e despejo para os pobres”. As<br />
faixas colocadas em um pequeno campo de futebol, transformado provisoriamente<br />
em local para assembléias entre os moradores, movimentos sociais e<br />
representantes de diversas entidades, expressam o repúdio da comunidade Vila<br />
Autódromo ao projeto de remoção de centenas de famílias pobres para a<br />
construção no local de equipamentos para os jogos olímpicos de 2016.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">Não é a primeira vez que a comunidade precisa se mobilizar<br />
para evitar as tentativas de remoção involuntária. A primeira ocorreu em 1992,<br />
quando o Município do Rio de Janeiro alegou “dano estético e ambiental” em ação<br />
judicial ajuizada no Tribunal do Rio de Janeiro requerendo a retirada total da<br />
comunidade. A Barra da Tijuca, então, despontava como nova centralidade para<br />
empreendimentos imobiliários, comerciais e esportivos, exigindo, como bem<br />
traduziu o procurador do município, uma nova “estética”, na qual os pobres não<br />
estavam incluídos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">A comunidade, por sua vez, organizou-se e apresentou uma<br />
reação adequada à ofensiva municipal: em apenas dois anos, os moradores<br />
integraram um programa de regularização fundiária em que o poder público<br />
estadual, proprietário da gleba, reconheceu que o local era utilizado, há<br />
décadas, para a moradia. No mesmo passo, Vila Autódromo articulou sua defesa<br />
jurídica e impediu a remoção judicial das casas, demonstrando a fragilidade dos<br />
argumentos municipais em um litígio que até hoje se arrasta no Judiciário.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">De Vila Autódromo, um olhar sobre a urbanização brasileira</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A<br />
situação vivenciada por Vila Autódromo não se distingue da história de muitas<br />
outras comunidades, favelas e bairros pobres das metrópoles brasileiras.<br />
Originalmente uma vila de pescadores, Vila Autódromo torna-se, nos anos 1970,<br />
uma oportunidade para a moradia de centenas de migrantes operários e<br />
trabalhadores informais que chegaram à região para a construção do autódromo de<br />
Jacarepaguá, do metrô e dos novos empreendimentos imobiliários que despontavam<br />
no local. Outras famílias foram ali assentadas em razão da remoção de outra<br />
comunidade, chamada Cardoso Fontes.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Pescadores,<br />
operários precarizados, desempregados, trabalhadores informais, famílias<br />
removidas e migrantes formam a rede social que irá paulatinamente urbanizar e<br />
garantir as condições de vida na comunidade. O sistema utilizado é o denominado<br />
“mutirão”, pelo qual os moradores constroem não só suas casas, mas todo o<br />
espaço urbano, incluindo ruas, calçadas, rede de distribuição de água, sistema<br />
sanitário, creches, escolas e espaços de convívio, como o campo de futebol, a<br />
igreja e a sede da associação de moradores.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Além<br />
de ser um espaço construído pelo trabalho contínuo dos moradores, Vila<br />
Autódromo aparece também como uma rede diversificada de trabalhadores da<br />
cidade: eletricistas, bombeiros, mecânicos, porteiros, pedreiros, costureiras,<br />
pequenos comerciantes, entre outros, realizam uma dinâmica prestação de<br />
serviços fundamentais para a vida urbana. O trabalho de construção&nbsp;da&nbsp;cidade<br />
se confunde, aqui, com as atividades prestadaspara&nbsp;a cidade. Aquilo que é<br />
definido pejorativamente como o campo subterrâneo da informalidade (a cidade<br />
ilegal), é na verdade a vida e o trabalho diário, múltiplo e rico dos moradores<br />
de comunidades e favelas desprovidos de direitos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">Reconhecer a dimensão real dos direitos econômicos, sociais<br />
e culturais das comunidades pobres</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Como<br />
afirmava o jurista Joaquin Herrera Flores (A reinvenção dos direitos humanos,<br />
2009), os direitos humanos não são meras declarações formais ou abstratas, mas<br />
verdadeiros processos de luta ligados à vida, à liberdade e ao trabalho. Falar<br />
em direitos econômicos, sociais e culturais das comunidades pobres é exatamente<br />
reconhecer a dimensão material (e real!) da vida e do trabalho exercido por<br />
elas&nbsp;na&nbsp;cidade e&nbsp;para&nbsp;a cidade.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Os<br />
processos de remoção involuntária raramente consideram a articulação concreta<br />
entre o exercício dos direitos e o espaço urbano. Das relações com o território<br />
surgem diferentes formas de trabalho, serviços prestados pelos autônomos e<br />
informais, redes de solidariedade social, contatos com os vizinhos, amizades<br />
para as crianças, convívios na escola, contatos com os profissionais de saúde,<br />
etc. O que para o poder público é um simples “reassentamento” , para as<br />
famílias é a uma mudança total nas formas de vida e de acesso, mesmo quando<br />
precário, aos direitos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">Freqüentemente, alguns políticos, até os ditos<br />
progressistas, questionam o motivo pelo qual uma comunidade se recusa a ser<br />
realocada para casas construídas pelo poder público. Ora, a homogeneidade das<br />
construções, o espaço planificado e sem criatividade das casas e a ruptura das<br />
relações sociais com o território estão na origem da resistência dos moradores,<br />
inclusive os de Vila Autódromo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">A comunidade quer continuar onde está e receber<br />
investimentos públicos!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">Ao invés de propor remoções custosas e indesejadas, o poder<br />
público deveria reconhecer e ampliar iniciativas criadas pelos próprios<br />
moradores, investindo em urbanização com participação e decisão popular,<br />
regularização fundiária (Cf. projeto do ITERJ para Vila Autódromo), assistência<br />
técnica gratuita, políticas de transferência e geração de renda, estímulo às<br />
redes sociais e culturais existentes, proteção do trabalhador informal e do<br />
pequeno comerciante, acesso à mobilidade urbana, a todos os serviços públicos e<br />
aos demais direitos da cidade.&nbsp;&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">A remoção de Vila Autódromo contraria os direitos<br />
fundamentais da cidade</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A<br />
remoção de Vila Autódromo ofende a legislação brasileira e a maioria dos<br />
princípios e compromissos internacionais adotados pelo Brasil sobre a<br />
efetivação dos direitos da cidade. Da Constituição Federal ao Estatuto da<br />
Cidade, da Agenda Habitat às observações gerais da ONU sobre o Tratado de<br />
Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, passando pela&nbsp;Carta Mundial pelo<br />
Direito à Cidade elaborada pelos movimentos sociais, encontramos fundamento<br />
para um total repúdio ao tipo de “reassentamento” que se quer realizar </span><span style="font-size: medium;">em Vila Autódromo.</span><span style="font-size: medium;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Sumariamente<br />
e sem excluir outros argumentos, poderíamos apontar as seguintes razões: a)<br />
Violação da cláusula democrática e participativa. A comunidade em nenhum<br />
momento foi consultada sobre sua inclusão no projeto olímpico apresentado ao<br />
COI e soube pela “mídia” que deveria ser removida; b) Primado da regularização<br />
fundiária, do direito à moradia e da segurança da posse. A comunidade foi<br />
regularizada há quinze anos e hoje é objeto de outro programa estadual para<br />
atualizar e ampliar os títulos concedidos. A segurança da posse como elemento<br />
do direito à moradia é oponível ao município. Vale lembrar que dezenas de<br />
famílias já passaram por anterior processo de remoção e agora têm o direito de<br />
desfrutar de uma moradia segura e estável; c) Princípio da vedação ao<br />
retrocesso. Tendo sido objeto de política pública de promoção do direito social<br />
à moradia, o poder público não pode retroceder e fragilizar a proteção já<br />
alcançada de um direito social; d) Reassentamento como&nbsp;ultima ratio. As<br />
diretrizes internacionais afirmam que o reassentamento involuntário é medida<br />
extrema e deve ocorrer somente quando não há alternativa, não sendo o caso de<br />
Vila Autódromo; e) Garantia do devido processo legal. A remoção sob o argumento<br />
dos jogos olímpicos seria meio para, à margem do processo legal, atingir um<br />
objetivo hoje vedado pelo Poder Judiciário; f) Princípio da igualdade. De todo<br />
o seu entorno, incluindo os inúmeros empreendimentos imobiliários no local, a<br />
comunidade será a única a ser atingida pelo projeto olímpico. Por que somente a<br />
Vila Autódromo?&nbsp;&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">Por esses e outros motivos, a remoção de Vila Autódromo é<br />
ilegal do ponto de vista jurídico e inaceitável do ponto de vista político.<br />
Contra ela, todos os cidadãos, as comunidades pobres e movimentos sociais<br />
urbanos têm o direito de se insurgir e exigir do poder público o respeito aos<br />
direitos fundamentais da cidade. Participar da mais recente luta de Vila<br />
Autódromo é tarefa para aqueles que desejam, apesar das ameaças, “olimpíadas<br />
para todos, sem remoção!”.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: medium;">ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DE VILA AUTÓDROMO</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: medium;">NÚCLEO DE TERRAS E HABITAÇÃO – DEFENSORIA PÚBLICA DO<br />
ESTADO DO RIO DE JANEIRO</span></span></div>

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		</item>
		<item>
		<title>CASO DO MORRO DA COROA TERÁ JULGAMENTO AMANHÃ</title>
		<link>http://www.anf.org.br/2010/03/08/caso-do-morro-da-coroa-tera-julgamento-amanha/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 16:50:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Fernandes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[

&#160;
Sob tensão e ameaças, acontece amanhã (09/03) a primeira audiência sobre o assassinato de Josenildo dos Santos (Morro da Coroa)
&#160;
No dia 02/04/2009, uma violenta ação do 1o&#160;BPM&#160;no Morro da Coroa (Catumbi), levou `morte de 6 pessoas, inclusive o eletricista e lanterneiro&#160;Josenildo dos Santos,
de 42 anos. Todas mortes foram registradas pelos policiais como “autos
de resistência”, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify"><span style="font-family: verdana,arial,sans-serif; font-size: 12px; line-height: 16px;">
<div style="padding: 0px; font-family: arial,sans-serif; margin-top: 1.5em; font-size: 11px; line-height: 18px; font-weight: bold;">
<p>&nbsp;</p>
<h1 class="ha"><span class="hP" id=":119">Sob tensão e ameaças, acontece amanhã (09/03) a primeira audiência sobre o assassinat<wbr />o de Josenildo dos Santos (Morro da Coroa)</span></h1>
<p>&nbsp;</p>
<p style="color: rgb(0, 0, 0); text-decoration: none;">No dia 02/04/2009, uma violenta ação do 1o&nbsp;<span>BPM</span>&nbsp;no Morro da Coroa (Catumbi), levou `morte de 6 pessoas, inclusive o eletricista e lanterneiro&nbsp;<a target="_blank" style="border-bottom: 1px solid rgb(164, 109, 109); color: inherit; text-decoration: none;" href="http://www.redecontraviolencia.org/Casos/2009/470.html">Josenildo dos Santos</a>,<br />
de 42 anos. Todas mortes foram registradas pelos policiais como “autos<br />
de resistência”, e todos foram acusados de ser traficantes, inclusive<br />
Josenildo, conhecido como Téo, trabalhador conhecido e querido em toda<br />
a comunidade.</p>
<p style="color: rgb(0, 0, 0); text-decoration: none;">Segundo<br />
testemunhas, no dia da chacina, após uma incursão mais cedo, alguns<br />
policiais permaneceriam escondidos e encapuzados, à espera de encontrar<br />
traficantes, num beco da favela que levava a um bar. Os policiais<br />
impediram a circulação dos moradores, e, numa clara ação de emboscada,<br />
atiraram indiscrimidamente na direção de vários jovens, mesmo sem ter<br />
havido confronto, segundo moradores. Josenildo, que passava neste<br />
momento, foi parado e levou um tiro em um de seus joelhos. Tentou, em<br />
vão, identificar-se dizendo que acabar de voltar do trabalho, e chegou<br />
a levantar as mãos para mostrar que estava sujo do trabalho na horta<br />
comunitária. Neste instante, já no chão, os policiais o executaram com<br />
um tiro na cabeça. As marcas de tiros no local atestaram não só a<br />
inexistência de confronto como os tiros de execução em direção ao solo.<br />
Ao que parece, a morte de Josenildo foi sido motivada pelo fato de que,<br />
ao descer para ir ao tal bar, testemunhou os policiais matando as<br />
outras pessoas.</p>
</div>
<div style="margin: 0.3em 1em 0.2em 0px; padding: 0px; float: left; width: auto; background-color: rgb(255, 255, 255);">
<img style="border: 1px solid rgb(102, 102, 102);" alt="caso Josenildo" src="http://www.redecontraviolencia.org/rcms_repos/images/14/mordendo_batata_300x500.jpeg" />
<p style="margin: 0px; color: rgb(102, 102, 102); text-decoration: none; line-height: 11px; text-align: right ! important; font-size: 0.85em ! important;">
Josenildo na horta comunitária&nbsp;</p>
</div>
<p></span><br /><span style="font-family: verdana,arial,sans-serif; font-size: 12px; line-height: 16px;">
<div style="margin: 0.3em 1em 0.2em 0px; padding: 0px; float: left; width: auto; background-color: rgb(255, 255, 255);">
<p style="margin: 0px; color: rgb(102, 102, 102); text-decoration: none; line-height: 11px; text-align: right ! important; font-size: 0.85em ! important;"><span style="color: rgb(102, 102, 102); text-align: left;"></span></p>
</div>
<p style="color: rgb(0, 0, 0); text-decoration: none;">O<br />
fato gerou grande mobilização de seus parentes e amigos, o que levou à<br />
denúncia de 4 PMs (Vagner Barbosa Santana, Carlos Eduardo Virgínio dos<br />
Santos, Jubson Alencar Cruz Souza e Leonardo José de Jesus Gomes) por<br />
homicídio. Essa vitória da família de Josenildo e da comunidade parece<br />
ter irritado os policiais do 1o&nbsp;<span>BPM</span>&nbsp;e levado-os a<a target="_blank" style="border-bottom: 1px solid rgb(164, 109, 109); color: inherit; text-decoration: none;" href="http://www.redecontraviolencia.org/Noticias/613.html">tentarem uma represália</a>.<br />
No dia 08/02/2010, dois parentes de Josenildo, um primo e uma irmã,<br />
Maristela Aparecida dos Santos, foram diretamente ameaçados pelos<br />
policiais, durante uma incursão que também levou à morte de dois jovens.</p>
<p style="color: rgb(0, 0, 0); text-decoration: none;">O primo, quando<br />
se encontrava próximo à casa de Maristela, foi abordado por um PM que<br />
apontou uma arma para seu rosto e perguntou se ele era parente de<br />
Josenildo. Quando ele respondeu que sim, o policial falou para que ele<br />
fosse embora dali se não “poderia tomar um tiro na cara”.</p>
<p style="color: rgb(0, 0, 0); text-decoration: none;">Maristela estava<br />
em casa pouco antes das 17h quando ouviu pancadas violentas na porta.<br />
Ao abri-la viu vários PMs fardados, com a identificação oculta, que<br />
entraram na casa revirando tudo e forçando portas, dizendo que<br />
“procuravam bandidos”. Depois de saírem de sua casa continuaram a<br />
aterrorizar o beco com ofensas e abordagens grosseiras, e passaram a<br />
tentar arrombar a casa de seu vizinho, Vitor de Oliveira Reis. Como a<br />
porta era resistente, quebraram um dos painéis dela e pelo buraco<br />
começaram a apontar os fuzis e ameaçar jogar uma granada. Vitor, muito<br />
assustado, aproximou-se da porta e foi puxado com violência para fora.<br />
Espancando-o e acusando-o de ser traficante, os policiais levaram-no<br />
para outra casa. Neste momento, Maristela, da janela, interveio<br />
preocupada com o que fariam com o rapaz, e um PM a xingou e apontou a<br />
arma para ela. Maristela conseguiu reconhecer que um dos policiais que<br />
participava dessas ações de agressão e intimidação havia participado da<br />
morte de seu irmão em 2009.</p>
<p style="color: rgb(0, 0, 0); text-decoration: none;">A violência da<br />
“operação” de 08/02 (mais de um morador afirmou que os dois jovens<br />
mortos ainda estavam vivos ainda que baleados, mas foram arrastados<br />
pelas escadarias da favela pelos policiais durante muito tempo), a ação<br />
de intimidação e ameaça no beco onde fica a casa da mãe e irmãos de<br />
Josenildo, e a atitude conivente dos policiais civis (da 6a DP e da&nbsp;<span>CGU</span>),<br />
que deveriam cumprir seu papel e registrar a queixa, mas criaram uma<br />
série de dificuldades, preocupam os parentes de Josenildo e os<br />
moradores da Coroa, ainda mais diante da audiência de amanhã.</p>
<p style="color: rgb(0, 0, 0); text-decoration: none;">Essa primeira<br />
audiência deveria ter acontecido no dia 17/11/2009, mas foi adiada<br />
porque testemunhas de defesa (dos policiais) não apareceram. Todas as<br />
testemunhas arroladas pela acusação (MP) estavam na comunidade por<br />
ocasião do homicídio, mas a defesa dos policiais só apresentou como<br />
“testemunhas” o coronel comandante do 1o<span>BPM</span>&nbsp;(do qual fazem<br />
parte os policiais acusados, e que na ocasião da chacina se apressou a<br />
dizer que “todos mortos eram bandidos”), dois delegados e dois peritos<br />
(não nomeados), dos quais só o primeiro estava presente. Como mais uma<br />
indicação de que este caso tem repercutido no meio policial e gerado<br />
insatisfação, estava presente à audiência o conhecido deputado Flávio<br />
Bolsonaro, que busca seu eleitorado entre militares e policiais, e que<br />
defende abertamente extermínio e tortura como métodos.</p>
<p style="color: rgb(0, 0, 0); text-decoration: none;">Por isso é muito<br />
importante a presença e a solidariedade de militantes sociais e de<br />
direitos humanos e da imprensa na audiência de amanhã. Vamos apoiar os<br />
familiares de Josenildo e moradores da Coroa em sua corajosa luta por<br />
justiça, contra a arbitrariedade e a covardia.</p>
<p style="color: rgb(0, 0, 0); text-decoration: none;"><strong>A audiência acontecerá às 13h na 2a Vara Criminal do Fórum do Rio</strong>.</p>
<p>FONTE: Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência </p>
<p></span></div>

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		</item>
		<item>
		<title>TABAJARAS SEM LUZ DESDE ONTEM</title>
		<link>http://www.anf.org.br/2010/03/07/tabajaras-sem-luz-desde-ontem/</link>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 18:23:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Fernandes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Não deu na Grande mídia...]]></category>

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		<description><![CDATA[A comunidade do Morro dos Tabajaras está desde ontem a noite sem luz. Os moradores estão revoltados e questionam a LIGHT, pois não conseguem falar em nenhum número da concessionária e também reclamam que a ouvidoria só funciona de segunda a sexta. De acordo com lideranças locais, são cerca de oitocentas famílias sem luz.


]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">A comunidade do Morro dos Tabajaras está desde ontem a noite sem luz. Os moradores estão revoltados e questionam a LIGHT, pois não conseguem falar em nenhum número da concessionária e também reclamam que a ouvidoria só funciona de segunda a sexta. De acordo com lideranças locais, são cerca de oitocentas famílias sem luz.</p>

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]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.anf.org.br/2010/03/07/tabajaras-sem-luz-desde-ontem/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>CINEMA AO ALCANCE DE TODOS</title>
		<link>http://www.anf.org.br/2010/03/05/cinema-ao-alcance-de-todos/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 18:58:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Fernandes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

		<category><![CDATA[Eventos]]></category>

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Acorda Comunidade!!!!
Por Carlos Bruce Batista

Hoje
em reunião na Prefeitura com o prefeito Alcides Rolim e o Sr. Luiz
Carlos Barreto decidimos os locais em que será exibido o filme Lula, o
filho do Brasil.
Nossa grande preocupação foi a de exibir o
filme nos locais mais pobres de Belford Roxo, onde justamente seus
moradores nunca tivessem tido a oportunidade de assistir [...]]]></description>
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<p><font size="3"><strong>Acorda Comunidade!!!!</strong></font></p>
<p align="left"><font size="3"><strong><a href="www.funkcritico.blogspot.com">Por Carlos Bruce Batista</a><br /></strong></font></p>
</div>
<p>Hoje<br />
em reunião na Prefeitura com o prefeito Alcides Rolim e o Sr. Luiz<br />
Carlos Barreto decidimos os locais em que será exibido o filme Lula, o<br />
filho do Brasil.</p>
<p>Nossa grande preocupação foi a de exibir o<br />
filme nos locais mais pobres de Belford Roxo, onde justamente seus<br />
moradores nunca tivessem tido a oportunidade de assistir um filme com<br />
uma estrutura de cinema.</p>
<p>Achamos que os Cieps seriam os locais<br />
mais adequados para a exibição do filme. Eu particularmente curti<br />
demais a idéia, primeiro por se tratar de um local histórico para a<br />
educação pública brasileira, segundo por ser um projeto eminentemente<br />
brizolista (saudades de Darcy Ribeiro) e terceiro por ter sido<br />
estruturalmente desenvolvido por Oscar Niemeyer.</p>
<p>Um projeto como esse nunca aconteceu em Belford Roxo e, portanto nossa expectativa é a melhor possível. </p>
<p>A<br />
idéia de se cobrar um valor simbólico e variado de acordo com os<br />
lugares de exibição do filme (onde mais pobre for o lugar mais barato<br />
será o ingresso), vai de encontro com a proposta do Sr. Barreto que é a<br />
de entender até quanto $$$ a população das cidades, onde não existe<br />
cinema, estaria disposta a pagar pelo ingresso.</p>
<p>Seria praticamente a de criar um novo conceito de mercado para o cinema. O mercado popular!!!!  </p>
<p>Durante<br />
o encontro conversamos um pouco sobre a realidade do cinema brasileiro<br />
e fomos informados que a Índia, por exemplo, é o país que mais produz<br />
filmes no mundo, sendo sua produção superior que a dos americanos.</p>
<p>Segundo<br />
o Sr. Barreto a Índia foi a grande pioneira na instalação do cinema<br />
itinerante e essa alternativa de cinema seria a que mais funciona<br />
naquele país.</p>
<p>A idéia do cinema volante, exibindo filmes pelo<br />
país a preço popular, surgiu de uma preocupação do próprio presidente<br />
Lula no alcance do cinema a população mais pobre, aquela que como a que<br />
ele fez parte não tem condições de pagar R$ 15 no valor do Ingresso.</p>
<p> Belford Roxo será uma das cidades pilotos, a primeira do País, na implantação definitiva do cinema volante em todo o Brasil.</p>
<p>Ao<br />
final da reunião ficou decidido que no dia do aniversário de<br />
emancipação do municipio, 3 de abril, será exibido em praça pública o<br />
filme do Lula e depois naturalmente, acontecerão alguns shows que mais<br />
tarde estarei divulgando por aqui.</p>
<p>Neste mesmo dia o Sr. Barreto receberá o título de cidadão belforoxensse da Câmara dos Vereadores.</p>
<p>Eis os dias, as horas, os lugares e os bairros de exibição do filme em Belford Roxo:</p>
<p>Dia 18 de março (quinta): 20:00h - CIEP Grande Otelo – em Gogó da Ema</p>
<p>Dia 19 de março (sexta): 20:00h – CIEP  Vinicius de Moraes – em Lote XV (Vale do IPÊ)</p>
<p>Dia 20 de março (sábado): 18:00h e 20:30h – Clube do Heliópolis – em Heliópolis.</p>
<p>Dia 21 de março (Domingo): 19:00 – CIEP Gustavo Capanema – em Nova Aurora.</p>
<p>(Valores R$ 2 inteira e R$ 1 meia)</p>
<p>Dia 3 de abril – (Sábado) – Praça Getúlio Vargas – Centro Belford Roxo</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>

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		<title>CRIANÇA DESAPARECIDA NA MARÉ</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 17:22:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Fernandes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

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NA
MANHÃ DO DIA 25/02, GISELA ANDRADE DE JESUS, UMA CRIANÇA DE 8
ANOS, MORADORA DO PARQUE MARÉ, DESAPARECEU&#160;NO&#160;CAMINHO ENTRE A ESCOLA BAHIA E SUA CASA. GISELA TRAJAVA BERMUDA JEANS, BLUSA DA ESCOLA E
MOCHILA ROSA.&#160; O CASO JÁ FOI REGISTRADO NA 21ª DP E A POLÍCIA ESTÁ
INVESTIGANDO O OCORRIDO.

QUEM SOUBER DE ALGUMA INFORMAÇÃO, FAVOR LIGAR PARA&#160;SOS Crianças [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: 'Arial Black';"><span style="font-family: 'Arial Black';"></span></span>
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</div>
<p><span style="font-family: 'Arial Black';"><span style="font-family: 'Arial Black';"><font size="3">
<div style="text-indent: 54pt; text-align: left;" class="MsoNormal">
<div align="justify"><strong><span style="font-family: 'Arial Black';"></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: 'Arial Black';">NA<br />
MANHÃ DO DIA 25/02, GISELA ANDRADE DE JESUS, UMA CRIANÇA DE 8<br />
ANOS, MORADORA DO PARQUE MARÉ, DESAPARECEU&nbsp;NO&nbsp;CAMINHO ENTRE A ESCOLA BAHIA E SUA CASA. GISELA TRAJAVA BERMUDA JEANS, BLUSA DA ESCOLA E<br />
MOCHILA ROSA.&nbsp; O CASO JÁ FOI REGISTRADO NA 21ª DP E A POLÍCIA ESTÁ<br />
INVESTIGANDO O OCORRIDO.</span></strong></p>
<p></span></strong></div>
<p align="justify" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 54pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: 'Arial Black';">QUEM SOUBER DE ALGUMA INFORMAÇÃO, FAVOR LIGAR PARA&nbsp;</span></strong>SOS Crianças Desaparecidas 2286-8337<strong><span style="font-family: 'Arial Black';">. <br /></span></strong></p>
<p align="justify"><img src="file:///C:/Users/Anderson/AppData/Local/Temp/Figura1-1.jpg" /> </p>
</div>
<p></font></span><span style="font-family: 'Arial Black';"><span style="font-family: 'Arial Black';"><font size="4"><br /></font></span></span></span></p>

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		<title>MANIFESTAÇÃO NA CÂMARA DE VERADORES</title>
		<link>http://www.anf.org.br/2010/03/04/manifestacao-na-camara-de-veradores/</link>
		<comments>http://www.anf.org.br/2010/03/04/manifestacao-na-camara-de-veradores/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 17:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Fernandes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Movimentos Sociais]]></category>

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Trabalhadores comunitários estão nesse momento fazendo uma manifestação, em frente à câmara de vereadores do Rio de Janeiro, contra a tentativa de retirada da gestão dos garis das mãos das associações de moradores. De acordo com José Mario, presidente da associação de moradores do Santa Marta, o motivo da manifestação não é falar com nenhum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div align="justify">
<p>Trabalhadores comunitários estão nesse momento fazendo uma manifestação, em frente à câmara de vereadores do Rio de Janeiro, contra a tentativa de retirada da gestão dos garis das mãos das associações de moradores. De acordo com José Mario, presidente da associação de moradores do Santa Marta, o motivo da manifestação não é falar com nenhum vereador, o que queremos é dar visibilidade para as reinvindicações e agerdarmos uma audiência pública&quot;.&nbsp;
</p>
</div>

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