ELACC 2017: saberes e fazeres solidários

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Créditos: Fellipe Monteiro / ELACC

Esses dias estão sendo de muita alegria e troca de experiências. Gente de fora, gente de perto, gente de longe: uma reunião de gente bela e colorida vinda de diversos países da América Latina, se encontrando e se percebendo em momentos de convívio e troca de experiências em diversos e belos equipamentos de cultura de Niterói. Assim foi o I Encontro Latino-americano de Comunicação Comunitária.

“Onde enxergam escassez, encontramos abundância. Nos chamam carentes, mas somos potentes. Somos Comunicadores Comunitários, formados na luta, na resistência das favelas, dos povos originários, comunidades tradicionais, mulheres, negros, jovens, LGBTs e todos aqueles que afirmam sua expressão e conquistaram o direito de construírem suas próprias narrativas e pontos de vista. Somos nosotros por nosotros.”
(Mini-Manifesto I Encontro Latino-americano de Comunicação Comunitária)

O ELACC, projeto da Rede de Agentes Comunitários de Comunicação / ANF – Agência de Notícias das Favelas realizado com apoio do Laboratório de Políticas Culturais e mais uma série de parceiros, fez hoje o seu último encontro após três maravilhosos e produtivos dias. Foram discutidos e debatidos diversos temas ligados à Comunicação Comunitária na América Latina, seus avanços e caminhos ainda a percorrer.

Vi lá muita gente jovem, colaboradores em uma produção solidária e cooperativa, uma organização azeitada e ágil, muitas cores… Vi também uma variedade de ações culturais acontecendo: lançamento e venda de livros, shows, exposição de fotos, sarau de poesia, rodas de conversas e projeção de filmes em espaços incríveis da cidade de Niterói (RJ), como o Solar do Jambeiro, MACquinho, Teatro Popular Oscar Niemeyer, Museu de Arte Popular Janete Costa e Reserva Cultural. Tudo isso aconteceu em meio a uma tranquilidade agitada, uma agregadora cooperação da equipe produtora, todos imbuídos para o sucesso do Encontro, com um grupo lindo de voluntários no suporte do eventos e no fotojornalismo. Um show!

Muita cultura foi produzida e compartilhada. Houve o lançamento do livro Cultura Viva Comunitária, de Alexandre Santini, libertamos livros no Corujão da Poesia, vimos filmes produzidos no Rio, projetados nas curvas de Niemeyer no Teatro Popular, prestigiamos a poesia viva, falada e cantada, com tudo isso sendo consumido por pessoas de todas as idades, uma energia boa no ar, energia que produz, que transforma, que abraça.

Dias incríveis, produtivos, agregadores! Parabéns, ANF! E o trabalho continua…