E se a gente desligar a TV?

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Créditos: Choque / Folha Imagem

Em tempos de internet, redes sociais, “Zapzap”, deep web, do streaming e downloads, não existe mais espaço para a TV. O pobre agora se comunica e se informa mais pela internet do que pelos veículos tradicionais de comunicação. Isso já é uma realidade e tem sido muito positivo.

Estamos vendo o mundo de outra forma. Estamos aprendemos a conhecer novos horizontes que se abrem em experiências fantásticas nos documentários diversos do Youtube, nos vídeos de alta qualidade do Vimeo, de experiências trans-sensoriais dos submundos da deep web ou até mesmo naquele simples contato com um amigo que não víamos há anos.

Cada vez mais, a televisão está se tornando um utensílio inútil por aqui e também em vários outros barracos do morro. O povo cansou de ser enganado pela telinha. As notícias fakes deles já não têm mais tanto poder assim. O tiro está saindo pela culatra. Os adolescentes passam mais horas e mais hora nas segundas telas, a dos smartphones e computadores. Um dia desses, perguntei a um adolescente o nome de um apresentador famoso das tardes de sábado, e ele respondeu que não sabia de quem se tratava. Pessoalmente, achei isso incrível, comemorei…!

O conteúdo do Youtube ganha cada vez mais audiência, novos personagens têm surgido. O nordestino Whindersson Nunes é o maior youtuber do Brasil, o canal do jovem KondZilla tem a cada hora milhões de visualizações em seus lançamentos de novos cantores de funk. Os artistas já migram para o mundo virtual e buscam interagir diretamente com os seus fãs – o tão famoso quanto recente Snapchat atrai até as celebridades religiosas. Bilhões de pessoas se comunicam a cada segundo pelo Facebook, milhões vivem relacionamentos artificiais no Tinder, outros tantos gostam de tuitar sem medidas e passam horas nessa rede viciante.

É importante observar que as horas que antes eram gastas nos sofás e poltronas, assistindo às novelas e seus capítulos ou o noticiário manipulador, agora são empregados da maneira que se mais desejar. O mundo virtual permite que cada pessoa escolha o conteúdo que melhor lhe agrada. O espectador pode escolher o que quer ver, é o dono da programação. É o caso de serviços como o Netflix, em que só se assiste o filme ou a série que lhe convém.

Uma última prova de que a internet está no caminho certo é você, que escolher ler este texto, publicado em um portal que nasceu com o sonho de seu idealizador de democratizar a comunicação. Eu, você e todos nós somos parte disso.