Archive for the ‘Divulgação’ Category

Abertas inscrições para o Empreendedor Social 2011

quarta-feira, março 30th, 2011
Com mais benefícios a finalistas e vencedores, estão abertas até 1º de maio as
inscrições para o 7º Prêmio Empreendedor Social e o 3º Prêmio Folha Empreendedor
Social de Futuro. Os concursos buscam líderes sociais que atuam de forma inovadora,
sustentável e com forte impacto na sociedade e em políticas públicas.
Neste ano, além de reconhecimento na mídia e em evento que reunirá lideranças
acadêmicas, empresariais, públicas e sociais, todos os finalistas terão acesso a
benefícios para aprimorar sua formação e a gestão da organização.
O vencedor do Empreendedor Social 2011 receberá uma auditoria independente e
integrará a rede mundial de Empreendedores Sociais de Destaque da Fundação Schwab,
parceira da Folha nesse prêmio, que é realizado em todos os continentes.
Também será convidado a participar, com despesas pagas, da reunião do Fórum
Econômico Mundial para a América Latina em 2012 e, dependendo do perfil, da Reunião
Anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, em 2013.
"Nos fóruns, há uma troca de know-how entre empreendedores sociais e lideranças
empresariais, políticas e de mídia, com o objetivo de catalisar mudanças sociais em
larga escala", explica Mirjam Schoening, diretora da Fundação Schwab.
Já o vencedor do Empreendedor Social de Futuro receberá uma bolsa no MBA de Negócios
Sustentáveis em 2012, além de uma consultoria de gestão por dez dias.
"Com isso, a Folha reafirma seu papel pioneiro de investigar, descobrir e divulgar
iniciativas que merecem ser amplamente conhecidas", afirma o editor-executivo,
Sérgio Dávila.
Os prêmios sociais são patrocinados pela Ernst & Young Terco e têm apoio estratégico
de Artemisia; Ceats (Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro
Setor); Iats (Instituto de Administração para o Terceiro Setor); Figueiredo Lopes,
Golfieri, Reicher, Storto Advogados; Gesc (Gestão para Organizações da Sociedade
Civil); Neurônio; sitawi e The Hub.
Outros apoiadores são ABCR (Associação Brasileira de Captadores de Recursos),
Ashoka, CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável),
Ethos, Folha.com, Gife (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas), ONG Brasil, P&B,
Planeta Voluntários, Sator e UOL.
As inscrições são somente pela internet até o dia 01/05.
Para mais informações, inscrições e regulamento completo, acesse o site:
http://www.newsdoplaneta.com.br/

 

Pintura do Santa Marta será retomada amanhã

terça-feira, março 29th, 2011

Ação integra calendário comemorativo de 10 anos de EffectiveBrands e envolve executivos internacionais de marketing nos trabalhos com a favela

Mais de 50 executivos de Marketing de várias partes do mundo irão se reunir nesta quarta-feira (30) com a comunidade Santa Marta, para limpeza e pintura no local, em uma ação conjunta com os moradores. A ação integra as atividades comemorativas de 10 anos de atuação da EffectiveBrands.

A tinta e a consultoria para a execução dos trabalhos será da AkzoNobel, por meio da sua marca Coral, inclusive, com envolvimento de voluntários da empresa e de colaboradores da ONG da Associação de Catadores de Lixo do Jardim Gramacho, considerada a maior da América Latina. A entidade também terá uma participação ativa com a coleta de materiais e a orientação de Tião Santos, presidente da Associação e personagem do documentário Lixo Extraordinário.

A ação voluntária tem como objetivo estimular e incentivar projetos que possam beneficiar áreas degradadas e consequentemente os moradores, como o projeto atuante da Coral – Tudo de cor para você. “Para a AkzoNobel é sempre um prazer participar de ações como esta, com o envolvimento da comunidade, e poder demonstrar que o trabalho conjunto pode trazer benefícios e um grande aprendizado. Teremos nosso profissional constantemente no local para orientar todos os participantes e ensiná-los as principais técnicas para um resultado satisfatório” explica Jaap Kuiper, Presidente da AkzoNobel para América Latina.

“Para a comunidade é muito importante ações como esta que combatem a poluição visual, o descarte incorreto do lixo e que acabam contribuindo com a reeducação dos moradores e com o meio ambiente como um todo”, afirma José Mário Hilário, Presidente da Associação dos Moradores do Morro de Santa Marta.

Além da pintura e coleta de lixo, o evento que será totalmente integrado com a comunidade local, contará também com a troca de camisas de seleções estrangeiras aos participantes brasileiros e de camisas do Brasil aos estrangeiros. Também terá a apresentação do grupo infantil Spanta Nenem, bloco de Carnaval que faz um projeto social no Santa Marta, ensinando música a crianças e adolescentes. Atualmente o projeto conta com uma Escola de Música, que atende cerca de 100 crianças da comunidade.

 

Agenda

14h – Concentração dos participantes da comunidade na quadra da escola de samba presente no local

14h30 – Chegada dos executivos da EffectiveBrands à escola de samba

14h50 – Formação de equipes com oito pessoas cada uma (quatro da EffectiveBrands e 4 da comunidade) e recebimento dos equipamentos necessários

15h – Orientação de pintura e coleta de lixo com profissional da Coral

17h30 – Confraternização entre os participantes e comunidade com entrega de camisas de seleções estrangeiras e brasileiras e a apresentação do grupo infantil Spanta Nenem

18h – Agradecimentos finais

 

PRÉ-VESTIBULAR EM SANTA LÚCIA-CAXIAS

quarta-feira, março 16th, 2011

Prepare-se para o vestibular em 2011

 

Para a população de Imbariê, Santa Lúcia e adjacências.
Inscrição para o pré-vestibular PVNC no CIEP 171, Santa Lúcia, dias 12, 13, 19 e 20 de março. Sábados e domingos das 9 às 12h e só aos sábados das 14 às 17h.

Para inscrição:
- Comprovante de residência;
- Comprovante de conclusão do Ensino Médio ou de que está cursando o último ano;
- Comprovante de renda e despesas da família;
- 2 fotos 3×4;
- Contribuição de matrícula – R$ 20,00(*)

(*) O PVNC não tem fins lucrativos. Esta contribuição se destina a custear despesas com divulgação, material de inscrição e aula inaugural.

 

SANGUE NOVO NA ANF

terça-feira, março 15th, 2011

Aconteceu ontem a Assembléia Geral da ANF, onde foi eleito o Conselho Diretor, Conselho Fiscal e escolhida a nova Secretaria Executiva da organização. Assumem o comando da Secretaria Executiva, responsáveis pelo desenvolvimento e execução dos projetos: Verônica Mynssen, Wallace Hermann e Rumba Gabriel.

Entre os objetivos da equipe para esse ano estão: montar uma nova sede no morro da Mangueira e no Jacarezinho, conseguir chegar ao fim do ano com um total de trezentos colaboradores e ampliar a organização para outros estados. O secretario administrativo Rumba Gabriel se sentiu honrado pelo convite e disse que irá se empenhar para o crescimento e a maior divulgação da organização. Flávio Minervino, presidente da CAMFAST (Centro de Apoio a Moradores de Favelas de Santa Teresa), que foi eleito como membro do Conselho Fiscal da ANF, também disse que a partir de agora irá participar ativamente de todos os trabalhos. André Fernandes, fundador e membro do Conselho Diretor, ficou empolgado com a nova direção e com as pessoas que entraram como sócias da ONG, como foi o caso da dinamarquesa Anna Sofie, que está fazendo um estágio na organização.

Aberta nova temporada do Periferias em Cena

segunda-feira, fevereiro 21st, 2011


Estão abertas as inscrições do Periferias em Cena, o Curso de Formação de Agentes Culturais Populares. Realizado como Projeto de Extensão pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRJ), o curso, que já formou três turmas desde 2009, oferecerá 30 vagas para a nova turma, com início das aulas em 6/4. As inscrições vão até 14/3.

 

É gratuita a inscrição para o curso, voltado para a preparação de jovens e adultos de favelas e da periferia para atuar como artistas e produtores culturais dos campos da música, da dança, do audiovisual, das artes plásticas, do artesanato, do teatro e da “animação cultural”.  Entre os ex-alunos do curso, há artistas como o MC Fiell, da Rádio Santa Marta, e Mano Teko, da Apafunk.

Os alunos saem do curso preparados para realizar iniciativas culturais e artísticas, desde a concepção e o planejamento à captação de recursos e realização. Aprendem sobre comunicação popular, economia da cultura, economia e gestão popular, gestão cultural, introdução à produção cultural, informática básica, internet, marketing cultural, patrimônio cultural, políticas culturais, oficinas e produção da intervenção cultural, produção de artigos, projeto cultural, teorias da cultura. A primeira turma já se formou realizando um evento que ficou para a história, o Festival Fala Favela.

O Periferias em Cena representa a continuidade de um projeto desenvolvido pelo grupo de pesquisa Observatório da Indústria Cultural (CNPq/UFF) e que teve sua primeira turma em 2009 na UFF. Atualmente, o curso está com sua 4º turma recebendo apoio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC através do PROEXT 2010.

Neste ano, há 20 vagas para o público externo, além de dez para servidores e estudantes do IFRJ e será possível a inscrição até 14/3, via site http://www.ifrj.edu.br ou no campus Rio de Janeiro (Maracanã) do IFRJ, Rua Senador Furtado, 121 sala 219 (Coordenação de Extensão), das 9h às 18h. Há mais dados no http://periferiasemcena.wordpress.com/ . O resultado final da seleção será conhecido entre 21 e 25/3 e o início das aulas ocorrerá no dia 6/4.

Periferias em Cena

Delegado confirma saques em casas durante ocupação em morros cariocas

quarta-feira, fevereiro 16th, 2011

Débora Álvares

Renata Mariz

Ana Elisa Santana

Os desdobramentos da Operação Guilhotina, em que 39 pessoas — entre policiais, ex-agentes e informantes — foram presas na semana passada acusadas de vender armas, proteção e informação a traficantes, somados às declarações do Secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, ao Correio, na sexta-feira, em que ele confirma a presença de policiais corruptos na ocupação do Complexo do Alemão, em novembro, deixaram o delegado federal Allan Dias em uma saia justa. Segundo Dias, responsável pela operação de faxina na corporação do Rio, homens que estiveram na pacificação do complexo de favelas eram apontados como corruptos pelas investigações da Polícia Federal que desencadearam a Operação Guilhotina.

O delegado da PF explicou que os suspeitos não foram substituídos à época porque o envolvimento não havia sido confirmado — “somente no decorrer da operação eles foram descobertos”, disse ontem —, mas admitiu que os casos de abusos contra moradores, denunciados pelo Correio logo após a entrada de policiais nas favelas do Rio, podem ser confirmados como sendo obra desses policiais no decorrer das apurações. “As investigações podem apontar algo. Só vamos saber mais à frente”, disse Dias, para relatar que os inquéritos, por enquanto, apontam “espólio de guerra”, em que os produtos desviados das casas de traficantes eram revendidos a bandidos, realimentando o crime.

A declaração de Allan Dias bate com o que havia dito Beltrame na sexta-feira: “Primeiro fizemos o grande trabalho que estava planejado para lá, já com a garantia de que essas pessoas aqui na frente seriam presas”, dando a entender que a Secretaria de Segurança Pública do estado sabia da condição de parte dos policiais que participaram da ocupação da favela.

Procurada pelo jornal, a assessoria de imprensa do governo do estado afirmou que todas as declarações a respeito da corrupção entre policiais ficam a cargo da Secretaria de Segurança Pública do Rio (SSP-RJ). Giuseppe Vitagliano, corregedor-geral da Corregedoria-Geral Unificada (CGU) do Rio, órgão subordinado à SSP-RJ que colaborou com as investigações, também alega desconhecer a ligação entre a operação e as denúncias da comunidade. “Não posso afirmar que os policiais presos abusaram de moradores, mas que praticaram desvio de conduta”, limitou-se a dizer.

O que o delegado da PF confirma, no entanto, é que a invasão no Alemão serviu, sim, para reunir mais provas contra os policiais sujos. Segundo Dias, os acusados foram monitorados por meio de filmagens e fotografias, em que foi possível provar os desvios de armas, munições e até pertences retirados das casas — mas de acordo com o delegado, apenas casas de traficantes. “Atuamos com ação controlada, uma técnica de investigação que permite a autoridades policiais obter provas na melhor condição possível.” Ele explica ainda que a medida foi necessária para justificar pedidos de prisões preventivas, além de punir os envolvidos com a expulsão de seus cargos.

Não bastassem as filmagens e fotografias, escutas telefônicas gravadas entre os suspeitos também denunciam saques praticados por agentes em casas de traficantes. Em uma das gravações feitas pela Polícia Federal, dois policiais descrevem a corrida no morro: “Disseram que aí virou Serra Pelada… Tem buraco para tudo quanto é lado. Para achar algumas coisas”, disse um dos monitorados pelas investigações.

Embora o delegado federal não confirme com 100% de convicção a ligação entre a corrupção policial e a situação vivida nos morros fluminenses, a Rede de Comunidades contra a Violência, organização não governamental que presta apoio a moradores, recebe semanalmente cerca de 35 denúncias da comunidade contra agentes que deveriam cuidar da segurança. O problema é que nem todos os casos são documentados nas delegacias. Dois meses após a ocupação, a comunidade esbarra na burocracia em registrar ocorrências. “Não se consegue fazer o registro de ameaça, por exemplo, porque os agentes não entendem o que acontece como ameaça. Então denunciamos à CGU e o delegado diz que a ocorrência não vale”, critica Patrícia Oliveira, integrante da entidade.

Segundo o corregedor-geral da CGU, toda denúncia é verificada. No entanto, um empecilho citado é a falta de testemunhas. “Apuramos todas as informações que chegam, mas não conseguimos provar os fatos. Nem os próprios moradores sabem apontar os culpados”, alega Vitagliano.

Buscas em delegacia lacrada

Dois dias após a Operação Guilhotina vir à tona, novas denúncias de corrupção policial levaram o chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Allan Turnowski, a ordenar que a Delegacia de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) fosse lacrada na noite de domingo. Ontem à tarde, depois que a Controladoria-Geral do órgão fez buscas na unidade, Turnowski apresentou documentos encontrados que, segundo ele, comprovam os indícios de irregularidades. Agentes apreenderam, também, três revólveres, uma pistola e duas espingardas calibre .12 sem registro.

O chefe da Polícia Civil recebeu, durante o fim de semana, a informação de que agentes da Draco receberiam dinheiro para arquivar inquéritos a respeito de fraudes em licitações de empresários e prefeituras do estado. De acordo com Allan Turnowski, foram encontrados dois documentos que apuravam fraudes da prefeitura de Rio das Ostras, na Região dos Lagos do Rio. Um deles foi arquivado apenas dois dias depois da abertura, com a justificativa de “falta de provas”. Os papéis tinham as assinaturas do então delegado responsável pela Draco, Cláudio Ferraz, e de um inspetor.

Em nota enviada pela prefeitura de Rio das Ostras, a procuradoria-geral do município negou que tenha envolvimento com qualquer esquema de corrupção relacionado à Draco. O delegado Cláudio Ferraz afirmou, ao sair do prédio da delegacia, que a varredura não o surpreende. “Estou tomando conhecimento do que está acontecendo para depois, se for o caso, eu prestar declarações. É um constrangimento. Não há a menor dúvida”, disse Ferraz.

Segundo o chefe da Polícia Civil, a vistoria na Draco foi autorizada pelo secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, e as buscas continuarão até que se apurem todas as denúncias.

Moradores: da alegria à tristeza

Os primeiros relatos de abusos foram publicados pelo Correio em 28 de novembro, finalizada a ocupação da Vila Cruzeiro, mas ainda durante a entrada da polícia no Complexo do Alemão. Uma das mais tocantes denúncias, registrada em vídeo, foi a do pastor Ronai Braga, que trabalha como autônomo, pintando e vendendo malhas. Depois de registrar ocorrência na delegacia pelo roubo de R$ 31,5 mil, supostamente levados por policiais civis que invadiram sua casa, depois de arrombarem o portão e a porta, Ronai não continha o desespero. “Não sou contra a instituição e o trabalho que eles fazem (…) Sou contra os maus policiais, que usam a farda para prejudicar gente trabalhadora”, criticou. Ao mostrar comprovantes da origem do dinheiro, como declarações de imposto de renda e um termo recente de rescisão de contrato, ele contou que usaria o valor para dar entrada em um imóvel fora da favela, onde criaria os dois filhos.

Mas Ronai não foi o único morador a se revoltar com o comportamento dos policiais. Cosme Souza dos Santos, porteiro de um prédio no centro do Rio e morador da Rua Rainha, um estreito corredor na Vila Cruzeiro, também registrou ocorrência na delegacia ao chegar do trabalho e encontrar a casa revirada. “Cheguei do trabalho vibrando. Ver a polícia aqui tomando conta, coisa que em 30 anos de favela eu nunca tinha visto, era bom demais. Mas o mocinho virou bandido”, desabafou, à época. Móveis foram destruídos, anéis e relógios da mulher do morador, Sandra, desapareceram, e até as latas de Coca-Cola que Cosme havia deixado na geladeira sumiram. Para tentar evitar novos arrombamentos, o casal colocou um bilhete na porta dirigido aos policiais. Até hoje eles mantêm o pedido de que não arrombem a casa, mas peguem a chave na vizinha.

Fonte: Correio Braziliense

Favela do Metrô ameaçada

sábado, fevereiro 12th, 2011

O subprefeito da Zona Norte, André Santos, esteve hoje (12/02) na Favela do Metrô. Levou com ele duas viaturas da polícia militar e guardas municipais. Ele alega que precisará derrubar as casas das pessoas que aceitaram se mudar para um empreendimento próximo a Mangueira hoje ainda. A maioria dos moradores que não quer sair estão preocupadas com a ação da prefeitura, pois, é comum na ação do poder público quebrar uma casa e prejudicar outra, já que são todas geminadas naquela comunidade. Além disso, o próprio ato de descaracterização (termo que eles utilizam) gera uma situação de risco para os moradores, num local onde antes não havia.

Os moradores gostariam que os demais companheiros fossem a comunidade, pois temem algum abuso por parte do subprefeito que, aproveitando que está quebrando casas que foram negociadas, derrubar ou inviabilizar outras que não foram.

A Favela do Metrô fica próximo à estação de trem da Mangueira, do metrô Maracanã e da Uerj.

Fonte: Comissão de Comunicação da Rede contra Violência

ESTADO PODERÁ TER SEMANA DA CULTURA URBANA

segunda-feira, fevereiro 7th, 2011

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) votará nesta terça-feira (08/02), em primeira discussão, o projeto de lei 2.541/09, do deputado André Lazaroni (PMDB), que institui a Semana Estadual da Cultura Urbana, a ser comemorada anualmente na primeira semana de julho. O texto detalha que, durante as comemorações, deverão ser realizadas exposições e apresentações artísticas ligadas à Cultura Urbana, eventos esportivos e competições de esportes ligados a ela e divulgação e apresentação de projetos sociais. “É importante o estímulo e valorização dessa modalidade cultural no mundo das artes, visto o seu constante crescimento, o grande número de projetos envolvidos neste ramo e a grande adesão das camadas mais populares às várias ramificações da Cultura Urbana, entre elas o rap, o funk, o grafite, o ‘street dance’ e modalidades esportivas, como o basquete de rua e o skate”, argumenta Lazaroni.

Fonte: Assessoria de Comunicação da ALERJ

População terá acesso a medicamentos gratuitos contra hipertensão e diabetes

sexta-feira, fevereiro 4th, 2011

por Secom em 03/02/2011 21:07hs

  • Para obter o medicamento, é necessário apresentar à farmácia CPF, documento com foto e receita médica, exigida para evitar a automedicação/Portal do Servidor

Medicamentos para o tratamento de hipertensão e diabetes começaram a ser oferecidos gratuitamente, nessa quinta-feira (3), pela rede de farmácias e drogarias conveniadas à rede Aqui Tem Farmácia Popular. Até o dia 14 deste mês, todos os 15.069 estabelecimentos credenciados já terão aderido plenamente ao programa Saúde Não Tem Preço.

A oferta de medicamentos gratuitos foi normatizada por portaria do Ministério da Saúde e viabilizada por acordo com sete entidades da indústria e do comércio farmacêutico, que reduzem sua margem de lucro sobre cada medicamento, para que o usuário o leve para casa sem nenhum custo. Em contrapartida, o ministério se compromete a ampliar a oferta de medicamentos pelo programa.

No Brasil, a hipertensão arterial é diagnosticada em cerca de 33 milhões de pessoas. Destes, 80% – ou aproximadamente 22,6 milhões de hipertensos – são atendidos na rede pública de saúde. Entre os 7,5 milhões de diabéticos diagnosticados no País, seis milhões (80% do total) recebem assistência no SUS.

Controle

No lançamento do Saúde Não Tem Preço, foi anunciado o fortalecimento dos mecanismos de controle e transparência da rede Aqui Tem Farmácia Popular: blindagem eletrônica das transações, que repele tentativas de violações à privacidade do cliente ou usuário dos serviços; implantação de um cupom vinculado, que conterá informações detalhadas sobre o comprador, o estabelecimento e o médico que prescreveu aquele medicamento; criação de um cadastro de vendedores, com controle do acesso de todos os atendentes das empresas credenciadas; e cruzamento com o Sistema de Óbito do Ministério da Previdência (SISOBI), excluindo indivíduos registrados como falecidos que estejam relacionados às vendas realizadas. A atuação de fiscalização e auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) também será ampliada.

Programa

O Farmácia Popular foi criado em 2004, com unidades próprias conhecidas como Farmácia Popular do Brasil, para oferecer à população mais uma forma de acesso a medicamentos, além dos cerca de 560 tipos oferecidos gratuitamente nas unidades públicas de saúde. Em 2006, a estratégia foi estendida à rede privada, recebendo a denominação Aqui Tem Farmácia Popular. Atualmente, essa modalidade do programa é desenvolvida em mais de 2,5 mil municípios, beneficiando cerca de 1,3 milhão de brasileiros por mês. Destes, aproximadamente 660 mil são hipertensos e 300 mil, diabéticos.

Com exceção dos medicamentos para diabetes e hipertensão – que a partir de agora passam a ser gratuitos – o governo federal financia 90% do valor de referência dos medicamentos no Aqui Tem Farmácia Popular, cujo orçamento para 2011 é de R$ 470 milhões. Pelo programa, a população tem acesso a 24 tipos de medicamentos para hipertensão, diabetes e mais cinco doenças (asma, rinite, mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma), além de fraldas geriátricas.

Para obter o medicamento, é necessário apresentar à farmácia CPF, documento com foto e receita médica, exigida para evitar a automedicação.  A listagem completa dos itens disponibilizados pode ser acessada em www.saude.gov.br

Favela do Campinho fará protesto amanhã

terça-feira, fevereiro 1st, 2011

Os moradores da Comunidade do Campinho realizarão uma manifestação amanha, dia 1° de fevereiro, às 07 horas. Os moradores vêm sofrendo com a política de remoção da prefeitura do Rio de Janeiro. No caso da Favela do Campinho, as ameaças se referem às obras para a construção da Transcarioca, via projetada para ligar o aeroporto internacional à Barra da Tijuca. Como é prática corrente no munícipio, os moradores ficaram sabendo que estavam sendo alvo de despejo através dos meios de comunicação e a partir de boatos no próprio bairro.
 
Além disso, a prefeitura se nega, assim como em outros casos na cidade, à fornecer o projeto. Importante lembrar também que em nenhum momento os moradores desta comunidade foram consultados sobre a obra, muito menos participaram da elaboração do projeto. Sabe-se apenas que a prefeitura quer construir, próximo à comunidade, um mergulhão no entrocamente entre as avenidas Intendente Magalhães e Ernani Cardoso e as ruas Candido Benício, Domingos Lopes. Para quem conhece a área, não há motivo razoável para retirar a comunidade.
 
Mesmo assim, iniciou um processo de pressão e ameaças aos moradores para que estes saissem. Inicialmente, como os moradores ocupam uma área particular, a prefeitura não ofereceu nenhuma alternativa. Após os moradores se organizarem e acionarem a Defensoria Pública, surgiu a “alternativa” de uma casa no bairro de Cosmos. Os moradores questionaram a alternativa, por considerá-la insuficiente e por provocar alterações profundas em suas vidas, como o risco de muitos perderem o emprego ou, para os que trabalham informalmente, perderem a oportunidade de obterem renda numa região movimentada e de ampla circulação como a de Madureira/Cascadura. Mas a prefeitura iniciou o procedimento de despejo, de maneira irregular, fazendo ameaças e dizendo que se os moradores não aceitassem, não ganhariam mais nada. Quem se recusar, será retirado à força e seus pertences jogados na rua.
 
Por conta de toda essa arbitrariedade, os moradores decidiram realizar um protesto e gostariam da participação dos companheiros de outros movimentos sociais e comunidades da cidade.
 
É preciso barrar a política de remoções da prefeitura. A Copa do Mundo e as Olimpíadas não podem ser usadas para limpar a cidade dos pobres!

Fonte: Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência