Archive for the ‘Cidadania’ Category

ESCOLA SOCIAL DE VÔLEI COM A MARCA DO TIME RJX CHEGA A CINCO FAVELAS PACIFICADAS

segunda-feira, fevereiro 13th, 2012

Criado com o apoio do Grupo EBX com o objetivo de ser mais do que um time de vôlei, mas também de promover a inclusão social por meio da prática do esporte, o RJX entrega nesta terça-feira, dia 14, cinco unidades da Escola Social RJX de Vôlei às comunidades pacificadas do Borel, Mineira, Prazeres, São João e UERJ/Mangueira.

A cerimônia oficial acontecerá na quadra da comunidade do Morro dos Prazeres, às 11h, com a participação dos jogadores do RJX como Dante, Marlon, Lucão e Theo, todos da seleção brasileira masculina. Idealizador da metodologia de ensino do voleibol para crianças, o técnico Bernardinho também vai participar do evento, assim como José Mariano Beltrame, Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Paulo Monteiro, diretor de sustentabilidade do Grupo EBX, e o capitão Jeferson OdilonComandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro dos Prazeres.

SERVIÇO:

Casa de Cultura :: UPP Prazeres :: Santa Teresa :: 11 horas

Acesso pela Rua Almirante Alexandrino – seguir as placas UPP Morro dos Prazeres

O CUPIM DA REPÚBLICA NA CARA DE PAU FEDERAL. (O SEGREDO DA CARTA PARA O FUTURO).

domingo, fevereiro 12th, 2012

A Escola de Chicago quando se propôs a pesquisar as origens dos fenômenos sociais se deparou com o cerne problemático e estrutural das sociedades. Ao mesmo tempo em que crescimento demográfico toma corpo paralelo a expansão urbana, o desenvolvimento industrial centraliza a uma área de interesse, tornando flagrante a crise da desigualdade social. Violência e criminalidade sempre irão existir. Principalmente nas grandes cidades e Chicago passou por uma transformação, período no qual, nos Estados Unidos das Américas (EUA) havia a segregação racial,  dados esses, específicos, que comprova que é assim que a banda toca, ao samba de uma nota só.

Gangues de marginais, guetos, criminosos dos mais variados tipos se multiplicaram nos espaços desproporcionais no que se refere a infraestrutura e essa asfixia chamou atenção da opinião pública. Teorias e conceitos foram fundamentados e até hoje são estudados nas universidades do mundo inteiro.

Evidência direta pelo fato “puro e simples”, uma vez que as áreas nobres das cidades com suas sombras foram projetadas para ser o endereço da liberdade do “homem branco” demarcando o espaço no tecido social, e a margem, o espaço apertado e abafado da exclusão dos Outros, marcado pelo tecido da pele.

Deitando raízes no ponto de vista da formação do “Homem da Capa Preta”, como dizia Bezerra da Silva, o Brasil foi o último país a abolir a escravidão, quando a constituição vigente regulamentava a tortura e execução dos escravos. Com a abolição, mesmo inconstitucional, ela continua sendo usada como medida para os ‘suspeitos’ que, para variar, sãos os descendentes de escravos. A superlotação carcerária é predominante (na medida em que existem mais negros no xilindró, do que soltos na sociedade) formada pela juventude negra (onde na cadeia passarão parte de sua vida adulta), quando seus avôs, bisavôs, trisavôs, tataravôs, pentavôs e etc; por sua vez, foram os mesmos que construíram com o próprio suor, as igrejas, as prisões e as universidades.

No calor do país tropical, temos um encarceramento cada vez mais desproporcional e o critério de seleção foge a regra da lei constituinte e se continuarmos nesse ritmo num futuro, não muito distante, passaremos a frente da China (na proporção de 1.620.000de presos) e dos Estados Unidos (respectivamente 2.297.400 milhões de pessoas). Estamos com a medalha de bronze num mérito de 496.251 mil ‘mal elementos’, algo mais ou menos como 2/5 favelas da Rocinha vendo o sol nascendo quadrado. Entretanto um motivo de tristeza. A Rocinha já não é a maior favelada América Latina, perdeu o pódio para favela da Petare da Venezuela. E a diferença é que a China é o país mais populoso do mundo e nos EUA, lá o racimo é declarado.

Brincando de cabra-cega, a justiça faz o papel do pior cego. Os princípios fundamentais “garantidos” pela Constituição da República, para que se possa construir uma sociedade livre, justa, fraterna e solidária como seus valores supremos, se correspondem numa sociedade pluralista e sem preconceitos. Visando os objetivos da República conforme o art. 3° inciso IV: “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. No art. 4°inciso VIII: ” repúdio ao terrorismo e ao racismo” e no IX : “cooperação entre os povos para o progresso da humanidade”. Estamos decorando esse texto há 24 anos e já passou da hora de começarmos os ensaios desse espetáculo.

Descumprir a própria Constituição jamais deveria ser permitido como o próprio presidente da Assembleia Constituinte Ulisses Guimarães teria proferido “Afrontá-la nunca. Traidor da Constituição é traidor da Pátria”.  Assim também como “A moral é o cerne da Pátria. A corrupção é o cupim da República”. O primeiro mandamento da moral pública é: “Não roubar. Não deixar roubar. Por na cadeia quem roube”. No entanto, consumiram-se como “fogo de palha” as marchas e os atos públicos contra a corrupção. Levantou-se a ideia de criar uma lei que classifique desvio de dinheiro público como crime hediondo…

O filme que bateu recorde de bilheteria nacional já causa pisca-pisca na “olhota” de uns  Zé Manés.  A faxina pretendida deveria usar o mesmo cabo pra que se assuma a cara de pau. No vídeo clipe musical Nunca Serão dirigido por um Zé Padilha e um “Zé” Oscar Rodrigues Alves, Gabriel, O Pensador lembra o linchamento que o prefeito peruano Cirilo Robles Callomamani recebeu de seus cidadãos chegando a óbito e saindo da vida pra entrar na História.

Sobre a “geral” na Casa-Grande reside o ponto de partida. A máquina pública tendo a reeleição para o biênio 2011-2012 de um Zé Sarney na presidência do Senado mantém firme o aparelhamento do Estado regulado pelo Sistema que produz esse clima de “mormaço”. Uma transição em que o mesmo continua sempre na Situação, explica que Sarney não mudou de lado desde que acabou a Ditadura Militar e o próprio se tornou presidente do Brasil na triste sorte da morte de Tancredo Neves. Sua trêmula mão ao jurar o cumprimento da Constituição, era o sinal natural que seu sistema nervoso suava como Oposição.

A presidenta da República já entregou a mensagem oficial ao presidente do Congresso Nacional e contou com seu apoio para a Reforma Política, porém na atual conjuntura, pelo andar da carruagem, tudo deixa claro que tal reforma será apenas na ‘fachada’. O companheiro Sarney reside no Senado a mais de 20 anos tendo sido também governador do estado do Maranhão. Sua família controla também a mídia local. E o Maranhão é o estado mais miserável do Brasil.

A vassoura verde e amarela não simboliza o mesmo que representou como objeto cênico para o teatral Jânio Quadros que saiu da ribalta por forças ocultas (?). Jânio era histriônico, bem diferente da seriedade de Dilma que, segundo as bocas pequenas, essa teria cursado Teatro Grego com o dramaturgo Ivo Bender.

Não há o menor risco de uma outra Ditadura Militar novamente, a não ser a ‘Civil’ que continua o trabalho de chumbo na Indústria Cultural brasileira. O palhaço Tiririca foi eleito Deputado Federal com 1.348.295 de votos dizendo “Pior do que tá não fica, vote Tiririca”. Foi o mais votado das últimas eleições e ocupa o segundo lugar no ranking eleitoral da História brasileira, perdendo por consideravelmente pouco, apenas para o Enéas. Tiririca está na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.

Quando, repentinamente, houve a possibilidade do povo pensar mediante os movimentos de vanguarda, a incipiente indústria cultural brasileira, foi articulada para aliená-los e houve uma paralisação no desenvolvimento da linha de raciocínio por 20 anos seguidos, sem intervalo.

Com sucesso, a indústria consolidou-se no mercado e elege para o Congresso e Assembleias ex-jogadores de futebol, ex-palhaços,  ex-modelos,  ex-participantes  de reality shows, ex-pastores,  e sempre homens do show business; et caverna. Silvio Santos teve alguns problemas assim que a Ditadura Militar acabou e não pode ser prefeito de São Paulo. Vozes ocultas o convenceram em cuidar da sua sadia e talentosa voz, e se limitar nos seus negócios e programas. Por pouco, 2 anos depois,  não teria sido ele o presidente ao invés de Collor.

A Carta Magna de 1988 registrou o momento em que o país voltou a ter um regime democrático, interrompido no outono ‘austral’ de 1964. O povo nas ruas e nas praças de todo o país, foram vistos pelo Congresso Nacional. A primavera trazia novos dias e a esperança deveria retornar ao curso do processo histórico, quando esse vácuo da metade da década de 80 até os nossos dias são tidos como ruptura.

Melancolia e promessas de amor se transformaram em sonho de sonhador. No nosso caso, como o Brasil pertence ao Hemisfério Sul existe essa diferença do Hemisfério Norte que corresponde ao outono ‘Boreal’. Divido na linha imaginária do Equador, seja em qual lado do planeta estivermos, o outono representa ao mesmo tempo, o intervalo entre o verão e o inverno.

Ulisses Guimarães declarou que a ‘Constituição Cidadã’ era o documento da verdade e da justiça social. Levantou a mão que segurava a prova e pediu ajuda de Deus. Promulgou-se que todos são iguais diante da Lei. A cidadania estava diante da “Senhora Absoluta” e da figura do Rei. Nesse momento de transição, a pequena minoria que influencia e guia os rumos desse pobre país, tida com a elite, são idênticos e igualitários com sobrenome estrangeiros no percentual de 1% do restante da maioria dos 190.775.799 de brasileiros de sobrenome populares que são a “diferença” do país, embora esse seja mestiço.

Mesmo os pobres que descenderam das colônias portuguesas, italianas, holandesas, alemães e demais “linhagens familiares” como dizia Maquiavel, esses em particular, conseguem se disfarçar pela pele, dos afro-descentes que atenuam a diversidade étnica do país. Os outrora terroristas da Segurança Nacional passaram a ser os criminosos comuns do regime que deixou de ser exceção para tornar-se regra.

No entanto, criminosos políticos têm o mesmo significado que os criminosos comuns. Os “comuns” foram acuado por um sistema que o encurralou para a criminalidade dos “pés-de-chinelo”, portanto, vítimas da política criminosa que os tratam de maneira injusta, e eles decidiram fazer justiça com suas alternativas. Logo o paradoxo é que, uns tentaram modificar, outros foram modificados por esse sistema que apita as regras do jogo. E conhecer as regras do jogo é o que temem os que se dizem imparciais. Que na razão de ser, da polícia até o magistrado, esse ponto de vista não é neutro.

As regras do jogo não podem admitir uma mudança de Sistema e reproduzir a ideia que é possível, pois diante da iminência, se a imparcialidade deixar de ser um “papo furado” e tomar sua parte, aí veremos, que no campo das lutas de classe, teremos atores em lados opostos; assim como vimos “O Povo e a Praça” na Grécia, na Espanha, Inglaterra, nas Arábias, Portugal, Chile e nos Estados Unidos, mais precisamente em Wall Street. Surgiu no mundo inteiro corações e mentes por uma outra globalização datado de 15 de outubro de 2011, o dia conhecido como “United for global change” (Unidos por mudança global).

O ano que não terminou mostra que está aí. Seja do lado dos de” cima” ou dos de “baixo” da linha imaginária do Equador, países desenvolvidos ou subdesenvolvidos; as praças e as ruas serão ocupados por aqueles que querem uma outra política que englobe todos os povos em um mundo mais verdadeiramente democrático, sustentável e, consubstancialmente, livre.

Por acaso, estudei em colégio estadual de nome Ulisses Guimarães. Com arquitetura de Oscar Niemeyer, o prédio era um dos Centro Integrado de Educação Pública (CIEP’s) que Moreira Franco, sendo eleito ao invés Darcy Ribeiro para o governo do Rio de Janeiro em 1986, simplesmente abandonou o projeto para a Educação. Moreira Franco jurou acabar com a criminalidade e violência numa parcela de 6 vezes sem juros. Teve quem acreditasse. Hoje ele é ministro da Secretaria de Assuntos Estratégico (SAE).

Não por acaso, minha faculdade chama-se Candido Mendes (UCAM). O Reitor como pessoa influente que é na sociedade, no seminário “O Povo e a Praça” tergiversou sobre  -Desmediação política e democracia dos indignados-  quando houve reiteração com a palavra do Cientista Social, Luiz Gonzaga de Souza Lima que dissecou sobre  -Cultura Global e multiculturalismo-.

Em primeiro lugar, para que a cultura não prospere, o racismo continua como segredo de Estado segredado. Afinal como pensar na utópica cultura à partir da “Nova Roma”, se aqui os descendentes de portugueses se tornaram donos dos estabelecimentos e seus superiores estabelecem a discriminação contra os negros, a juventude sendo presa e exterminada, e os índios estão sendo ateados fogos nos corpos e fogo também nas terras indígenas em extinção?

Candido Mendes não fala da cultura no sentido que essa soaria hipócrita. Um país que tem vergonha de sua árvore genealógica, na lógica não tem Cultura. Se o Reitor da UCAM for conceder uma bolsa quando esse deveria assumir sua etnia, o sujeito não assinala. É necessária uma lavagem cerebral. E lavar amente não dói, pelo contrário, alivia e rejuvenesce. O intelectual Candido Mendes que o diga, na figura de um ancião de jovem mente ativa.

Faço parte da geração que nasceu entre os anos das ‘Aberturas’ e ‘Diretas Já!’ e desconfio que assim que as camadas mais baixas formar a sua identidade, a classe advinda das ladeiras de paralelepípedos será a própria capaz de equilibrar as medidas dessa estrutura injusta. Não será nem do morro ou do asfalto. Entre o asfalto até o morro, o caminho é a ladeira asfaltada ou de paralelepípedo. Sendo o paralelepípedo mais rebuscado do que o asfalto.

Assim como se recusa o teste do bafômetro, o cidadão civil pode recusar a revista pelo policial militar dada a ‘fundada suspeita’ e ser conduzido à delegacia civil. Se o problema está no suposto flagrante pra aqueles tidos como usuários que não se rendem a condição de “errado” e não pagam pra não se “sujarem”, aí se percebe a frustração do motorista da viatura em não chegar na  delegacia de polícia (DP).

Bezerrada Silva em Policia Civil traça o mapa de todas as DP’s do Rio de Janeiro. O Tribunal de Rua julga que “nem sempre o homem é inteligente pra peitar um soldado alucinado que te agride e ofende”; na  medida que O Rappa perdeu em grande sua consciência crítica em alto e bom som, com a saída de Marcelo Yuka. Quem vem do plano inclinado como a ladeira de paralelepípedo, entre o morro e o asfalto se situam entre os que não tem nada a perder e algo a ganhar.

Partindo da premissa que as “duras”, as “gerais”, os “baculejos” são constrangedores,  um dos princípios fundamentais, expresso no  art. 1°, inciso III  da Constituição Federal (CF) defende a dignidade da pessoa humana.  A ‘Fundada Suspeita’ que permite a revista do policial, explícita no art. 244 do Código de Processo Penal (CPP), torna flagrante o fundamento (?) do perfil do “suspeito”, quando o art. 5° da CF tem prioridade ao respeito dos Direitos e Garantias Individuais paralelo aos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos não deixando dúvida que todos são iguais perante a lei. Ou há dúvidas?

Referente ao inciso X do art. 5° da Carta Magna concernente à intimidade, vida privada, honra e imagem serem invioláveis, reside o rechaçamento sobre esse Código de Processo Penal. Se o que formula a combinação dos indícios do imaginário excludente que a sociedade, na figura da policial, representa como ordem, o máximo a servir do CPP como enquadramento seria a sequencia dos artigos permitidos, 330 (desobediência), 331 (desacato) e 331 (ao tráfico de influência). Nenhum deles respalda a “Fundada Suspeita”. A influência que a informação deveria ser legalizada para todos os cidadãos, para que o conhecimento não seja uma surpresa, mais nivelado.

Como uma banda que estourou na década de 90 e teve Gustavo Black Alien, criado numa ladeira de paralelepípedo, como o cérebro musicalmente. Planet Hemp fez a cabeça literalmente de minha geração, digo literalmente, pois ‘Rap’ é uma cultura de menos partitura e mais literatura. A conexão entre o morro e o asfalto é o Contexto que surpreende os capangas da “Banda Podre” em seu TestDrive Freio de Camburão.

Os músicos do Planet Hemp foram os únicos artistas que foram presos por ferirem a liberdade de expressão em dias de democracia. A lei 11. 343/06 que trata dos princípios e objetivos do Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (SISNAD) no seu artigo 4° inciso I respeita o cidadão em seus direitos fundamentais como pessoa humana, especialmente quanto à sua autonomia e à sua liberdade. Preto no Branco.

Caio Ferraz, Sociólogo e Poeta, foi o primeiro exilado político em período democrático eleitoral, por ameaças referentes ao seu trabalho na Casa da Paz, dada essa iniciativa em virtude da Chacina em Vigário Geral executada pelos Cavalos Corredores. Um Antropólogo e Cientista Político foi o segundo para o exílio em regime civil por botar a boca no trombone e denunciar a “Banda Podre” da polícia.

Como a milícia (que não entra em greve) articulou seus tentáculos em níveis políticos, a bola da vez que colocou seu nome na lista, foi o pré-candidato a prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Freixo. A última encomenda que não emenda pra que se não entenda a democracia eleitoral (pois cidadania ainda é uma utopia) foi o assassinato da juíza Patrícia Acioli, por policiais.

Hoje em dia já estamos no ritmo de uma Orquestra podre. Não poderemos admitir um Bloco ou uma Escola de Samba, se não agente dança. O carnaval na Bahia, que já é tão violento, teve um clima de suspense enquanto durou a greve da segurança pública chegando a levantar uma tensão em se dimensionar em nível nacional, esse fim de festa. A Ordem é Samba quando o clima de efervescência cultural contagia as multidões, sobrando alegria até a Marcha da Quarta-feira de Cinzas.

A cultura popular é nossa única arma legítima não poderemos perder a esperança. Muitos não sabem, mais meu amigo Luiz Eduardo Soares antes de se tornar especialista em segurança pública e propagar que existe alternativas de mudanças na mentalidade da instituição policial, pensava sobre as vanguardinhas artísticas, a última juventude que sentia de perto a Revolução, e através de seu trabalho intelectual, chamava a atenção da opinião pública sobre o últimos suspiros da geração Coca-Cola e incentivou Regina Casé a se tornar atriz ao lado de Evandro Mesquita, Luiz Fernando Guimarães e Cia. no grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone.

 

Paulo Mileno – Ator

REP – Ritmo E Poesia

quarta-feira, fevereiro 8th, 2012

O REP – Ritmo E Poesia é um evento cultural no Jacarezinho realizado pela ANF – Agência de Notícias das Favelas com o patrocínio da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro (SEC). Quinta sim/quinta não, das 19h às 23h na praça da Concórdia. É microfone  aberto em prol da expressão cultural. O REP é a mistura da arte da favela com a arte do asfalto em um movimento criador e socialmente engajado. Bandas, Djs, Rappers e poetas trocam idéia com a comunidade na praça e mostram seu trabalho. Os melhores momentos desse agito são registrados em vídeos, e publicados no Site da ANF. Com muito Ritmo E Poesia a arte da favela é a notícia. E a praça vira palco de uma troca de arte que vale a pena ser vista e ouvida!

DATAS: FEV 09 e 23 / MAR 08 e 22 / ABR 05 e 19 / MAI 03 e 17.

Os Aparecidos Políticos covidam: Exposição/Ocupação Rádio Arte: Memórias e Resistências

domingo, fevereiro 5th, 2012

Exposição/Ocupação
Rádio Arte: Memórias e Resistências

Durante 30 dias criaremos uma estação de rádio experimental, a partir da transmissão de radiofrequência (FM 103,5) e rádio web, direto da Galeria Antônio Bandeira.

Artistas, coletivos, movimentos sociais, ativistas, turmas de colégio tragam suas ideias para ocuparmos a galeria…e o ar!

ABERTURA: 14 de Fevereiro às 18h
VISITAÇÃO: 14 de Fevereiro à 17 de Março
OFICINA DE RÁDIO LIVRE: 16 e 17 de Fevereiro
(Inscrição: aparecidospoliticos@gmail.com)

Mais informações: www.aparecidospoliticos.wordpress.com

Galeria Antônio Bandeira – Rua Conde D’Eu, 560 – Centro
Cep: 60.055-070 – Fortaleza – Ceará
telefone: (85) 3105-1358

Objetivo da PM era ‘dominar e eliminar’ moradores do Pinheirinho, diz secretário

quarta-feira, fevereiro 1st, 2012

Objetivo da PM era ‘dominar e eliminar’ moradores do Pinheirinho, diz secretário

Paulo Maldos, da Articulação Social, considera que presença da imprensa evitou “extermínio” e relata outros atos de abuso de autoridade

Por: Letícia Cruz, Rede Brasil Atual

Publicado em 31/01/2012, 12:00

Última atualização às 19:09

Objetivo da PM era 'dominar e eliminar' moradores do Pinheirinho, diz secretário Ação da PM contra cidadãos que ocupavam terreno em São José dos Campos é considera criminosa por representante do governo federal (Foto: © Anderson Barbosa/Fotoarena/Folhapress)

São Paulo – O secretário nacional de Articulação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República, Paulo Maldos, acredita que a Polícia Militar estava orientada a “dominar e eliminar” os moradores do Pinheirinho durante desocupação da área, na última semana.  O relato foi dado em audiência na Câmara Municipal de São José dos Campos, interior paulista, na noite da segunda-feira (30).

Maldos esteve durante nove horas no dia 22, dia da reintegração de posse da comunidade em São José dos Campos. Ele estava na cidade como representante do governo federal com o objetivo de buscar alternativas negociadas e sem violência, para solucionar a questão de fundo que envolvia a reintegração de posse do terreno: a falta de moradia.

Porém, iniciada a ação policial para retirar os moradores, Maldos tentava conversar com o comandante da operação e com as lideranças dos movimentos sociais, quando acabou atingido na perna por uma bala de borracha. Em seu depoimento, ele assegura que os policiais usaram de violência desmedida para cumprir a ordem judicial de despejo.

“Foi perceptível a agressividade infinita, tanto dos policiais militares como da Guarda Civil”, relatou o secretário. “A PM disse que estava com armas não-letais. Eu percebia claramente que os policiais sacavam armas letais (de fogo).” Ele conta que os policiais apontaram armas em sua direção quando ele falava com moradores do bairro Campo dos Alemães, que haviam expressado solidariedade aos vizinhos do Pinheirinho.

Ele reforçou ainda que a estratégia policial foi desmontar a articulação dos moradores e anular uma possível resistência. “Durante todas as horas que fiquei lá, percebi que eles (os soldados) estavam orientados a não estabelecer nenhum tipo de contato, seja com pessoas ou instituições. Eles estavam organizados sempre em bloco, para ataque maciço”, frisou.

Maldos disse ainda que um “extermínio” só foi evitado pela grande presença de profissionais de imprensa na reintegração e pela pressão dos movimentos sociais.”A atitude deles era de tratar todos aqueles moradores do Pinheirinho ou dos bairros em volta como inimigos. O objetivo ali era (fazer os moradores) serem atacados ou eliminados fisicamente.”

Tratamento da PM

Apesar dos ataques, Maldos afirmou que sempre voltava ao ponto em que se concentravam os oficiais para tentar acessar o comando da operação. Enquanto conversava com jornalistas, que também estavam por perto, tentou participar de uma entrevista coletiva dada pela PM no local. “Tentei ir junto, justamente para poder falar com eles”, disse. Na tentativa, porém, foi barrado por um policial que lhe negou o acesso.

“Tirei meu cartão, com o brasão da Presidência da República, e cheguei a colocar na mão dele. No cartão constavam todas as informações – de onde eu sou e do cargo de secretário nacional. Ele leu tudo, e falou que eu não entrava”, detalhou o representante do governo. Na tentativa de explicar sua missão no local, Maldos foi interrompido pelo oficial: “Você volta e fala para sua presidenta falar comigo, se quiser”. O depoimento fez com que as pessoas presentes na audiência pública reagissem com espanto.

A ação, ordenada pela Justiça de São Paulo, suplantou uma decisão do Tribunal Regional Federal, que suspendia a operação. Também desrespeitou um acordo firmado no Tribunal de Justiça de São Paulo, que suspendia a reintegração por 15 dias. A desocupação do terreno de 1 milhão de metros quadrados favoreceu o megaespeculador Naji Nahas. Atualmente, as famílias que tiveram suas casas demolidas se dividem entre abrigos oferecidos pela prefeitura e casas de amigos.

As denúncias de agressão física e danos materiais estão sendo colhidos por entidades como o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) e Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), e encaminhados à Defensoria Pública e Ministério Público Estadual.

De onde vem a segurança pública no Brasil.

quarta-feira, fevereiro 1st, 2012

Foto premiada em 1983.

Imagem de Luiz Morie, retratada em uma favela do Rio Janeiro no ano de 1983. 95 anos após o fim da escravidão. A semelhança com as imagens do Capitão do Mato, são gritantes; e revela que a repressão a população negra e pobre compõe o DNA da segurança pública no Brasil. As instituições policiais brasileiras costumam romantizar sua história, como uma “Legião de Idealistas”; cheia de glórias. Esqueça o resultado das pesquisas na Wikipédia, mostrando a nobreza meticulosamente construída das policias; nos sites do governo, ou as histórias contadas pelos oficiais militares sobre a origem de suas Forças Públicas. A polícia ostensiva em nosso país, é herança direta da escravidão e das contradições de uma sociedade hierarquizada.

Elerj ainda recebe inscrições para Pré-Vestibular Social

terça-feira, janeiro 31st, 2012

 Escola do Legislativo ainda recebe inscrições  gratuitas para Pré-Vestibular Social. Prazo vai somente até o dia 8 de fevereiro.

Os  estudantes que tenham concluído o ensino médio – ou terminem ainda este ano  -  só  tem  até  o  próximo  dia 8 de fevereiro para fazer a inscrição gratuita  para  o Pré-Vestibular Social (PVS), cujas aulas serão realizadas em  50  polos  espalhados  pelo Estado. Para o polo localizado na Escola do Legislativo do Estado do Rio de Janeiro (Elerj), o único no Centro do Rio e também  o  único  com funcionamento noturno, foram destinadas 320 vagas. As aulas,  com  início  na  primeira  quinzena de março e término em dezembro, acontecerão  duas  vezes por semana, das 18 às 22h, na sede da Elerj, à Rua da Alfândega, 8, Centro, RJ.

Gratuito,  o  curso é oferecido pela Fundação Cecierj (Centro de Ciências e Educação  Superior à Distância do Estado do Rio de Janeiro) a estudantes de baixa  renda,  com  o objetivo de ampliar o acesso à universidade pública a pessoas  que  comprovadamente  não  tenham  condições  de pagar um cursinho particular.   As  inscrições  para  o polo da Elerj ou para qualquer dos 50 polos    espalhados    pelo    estado    devem   ser   feitas   pelo   site www.pvs.cederj.edu.br,  com  entrega dos documentos nos locais indicados no Edital  ou  enviados  pelos  Correios.  Mais  informações podem ser obtidas através do telefone 0800-282-0636.

Para  o  coordenador  geral  da  Elerj,  deputado Gilberto Palmares (PT), a função  mais  importante  do  programa é dar oportunidade a todos. “Quem se inscreve  para  o PVS são pessoas formadas no Ensino Médio que não têm como pagar  um curso pré-vestibular e têm o sonho de ingressar numa universidade pública.   Esta  é  uma  ação  importante  para  democratizar  o  acesso  à universidade.  Com o Pré-Vestibular Social, a Assembleia Legislativa atende aos   funcionários   da   Alerj   e   cumpre,  ao  mesmo  tempo,  papel  deresponsabilidade   social,   atendendo   também  à  população”,  explica  o Parlamentar.

MOSTRA MODA SANTA MARTA

terça-feira, janeiro 31st, 2012

 

Convite – Plano de desenvolvimento sustentável na Rocinha

segunda-feira, janeiro 30th, 2012

Amanhã, ás 10hs no Complexo Esportivo da Rocinha, será o lançamento do livro: Rocinha: Plano de Desenvolvimento Sustentável.

A Publicação:

Breve histórico da Rocinha contatdo pelo grup0 local “Forum da Rocinha”,

Panorama do PAC da Rocinha,

Plano para o desenvolvimento Sustentável do Bairro e,

Catálogo de instituições locais,

É um grande passo á frente na contramão das políticas públicas “pacote pronto”, “guela abaixo” ou simplesmente em desacordo com as demandas locais.

 

O NATAL SE FOI E O PINHEIRINHO TAMBÉM

sábado, janeiro 28th, 2012

No Brasil infelizmente não se tem a cultura da preservação da memória. Aliás, joga-se até para debaixo do tapete. Rui Barbosa fez isso com os documentos da escravidão, a fim de esconder a vergonha e as atrocidades cometidas pelos portugueses contra os negros.

Os que ficaram admirados e estarrecidos com a truculência da polícia do governador “Álcool Em Mim”, esqueceram que este pertence ao PSDB. No Rio de Janeiro o governador Marcelo Alencar que por coincidência, também tem uma “pequena“ ligação com o álcool e que pertencia ao mesmo PSDB, escolheu para secretário de segurança pública, ninguém menos que o General Nilton Cerqueira, aquele que matou o nosso heróico Capitão Lamarca no interior da Bahia. Vale ressaltar que o herói Lamarca tem na sua origem uma favela – a favela do São Carlos no centro do Rio. Este período foi sombrio e macabro para os favelados do Rio de Janeiro. Cerqueira criou as gratificações e promoções para os agentes policiais. O resultado era refletido no aumento de prisões e mortes tendo como uma das justificativas, o “famoso” Auto de resistência.

O fato estranho desta época, é que os registros informavam que morriam ao dar entrada nos hospitais. Mas nas favelas viam-se os corpos enrolados em lençóis.

Esta é apenas uma das muitas heranças malditas deixada pela ditadura militar. O sistema não mudou: militares, policiais, políticos, juízes e simpatizantes, estão vivos e atuantes. Seus filhotes também se encontram na área. Usam ainda descaradamente das mesmas armas antigas, entre elas, a mentira e a grande mídia. Podemos encontrá-los sem dificuldade na plataforma do PSDB, onde o seu trem fantasma tem parada certa e seus espectros fomentadores da desigualdade social descem.

A dificuldade para a implantação da Comissão da Verdade é reflexo desta corja, nem Dilma ex-guerrilheira, está conseguindo derrotá-la. Então, procurasse uma nova arma porque senão, jamais saberemos onde se encontram os desaparecidos políticos. Assim como também não iremos conhecer o destino dos que desapareceram no Pinheirinho.

A única certeza que temos é que no final deste ano haverá outro Natal, mas jamais existirá um novo Pinheirinho.

RUMBA GABRIEL

FUNDADOR DO MOVIMENTO POPULAR DE FAVELAS