Cães e gatos pedem socorro nas favelas

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Cachorro na Favela Santa Marta. (Créditos: Julianne Gouveia / ANF)

Conhecidos por serem os melhores amigos do homem, cães e gatos têm vidas cada vez mais difíceis nas favelas do Rio de Janeiro. Não é difícil encontrar a cada rua, beco ou viela um focinho diferente. Por trás de cada olhar há uma história, em sua maioria, de dor e sofrimento – maus tratos e abandono estão por trás de muitas delas. Os recursos para proteção animal são escassos, ainda que haja muita gente querendo fazer o bem.

De acordo com Nini Bandeira, assessora da diretoria da Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa), cerca de 40 animais são abandonados por dia na cidade. Este número vem aumentando ao longo dos anos. Atualmente, existem poucas e ineficientes políticas da rede pública municipal do Rio de Janeiro tanto de castração animal quanto de atendimento clínico gratuitos.

Com o fim da Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais (Sepda) – que virou Subsecretaria de Bem Estar Animal na gestão de Marcelo Crivella -, a tendência é que a população viva um retrocesso em termos de saúde dos animais e uma dependência cada vez maior da caridade dos cidadãos. Um exemplo é o Programa Bicho Rio, existente há 17 anos e que visa o controle populacional. A iniciativa já chegou a atender 46 mil animais por ano. Hoje, não chega a 60% disso. Seus funcionários não recebem há cerca de dois meses.

 

Organização de proteção aos animais precisa de ajuda

Assim como a Suipa, que fica localizada na entrada da Favela do Jacarezinho, outras existentes organizações pela cidade sobrevivem de doações e fazem o possível para conseguirem salvar todos os animais que puderem, apesar dos elevados custos.

É o caso da Organização Defensores dos Animais, localizada no bairro do Riachuelo, na Zona Norte do Rio. O projeto tem como objetivo melhorar as condições de vida dos bichinhos, defender seus direitos através da divulgação de leis que os protegem e viabilizar assistência clínica e cirúrgica a cães e gatos de pessoas com baixo poder aquisitivo. A ONG não possui abrigo, no entanto, investe na promoção de auxílio aos donos de animais para tentar reduzir as taxas de abandono e aumentar as adoções.

Mais informações em http://www.defensoresdosanimais.org.br/.