Baixada recebe seminário de comunicação, cultura e ativismo

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I BFCOM aconteceu em Nova Iguaçu. Elaine Locan, da ANF (à direita),participou do evento. (Créditos: Charles Monteiro / ANF)

Invisibilidades e resistências da Baixada Fluminense: esse foi o tema do I BFCOM – Seminário de Comunicação, Cultura e Ativismos da Baixada Fluminense e Outras Periferias, realizado pelo Fórum Grita Baixada, em 18 de outubro. O evento reuniu na cidade de Nova Iguaçu produtores culturais da Baixada, especialistas, pesquisadores, representantes da mídia comunitária e da grande mídia que discutiram assuntos, como direitos humanos, comunicação, cultura, ativismo e tecnologia.

O I BFCOM buscou para debater questões que promovem ou ajudam a promover as invisibilidades sociais, culturais, políticas e midiáticas da Baixada. “Está na hora de juntarmos forças, nossas potencialidades, promover uma união institucional desses meios de comunicação da Baixada Fluminense e outras periferias”, afirma o assessor de comunicação do Fórum Grita Baixada Fabio Leon.

 

Mesas em destaque

A abertura do evento teve como tema “Instituições e violência institucional”, seguida do debate sobre “Violência, mídia e percepções acadêmicas”. À tarde, a discussão foi sobre “Mídias periféricas e experiências do cotidiano”, “Produção cultural Rio – Baixada: ativismos audiovisuais” e “Aplicativos como ferramenta de mobilização”. Para encerrar o dia, “(Des) invisibilidades (?) midiáticas sobre a Baixada”. Foi a primeira vez que o FGB organizou o evento.

A Agência de Notícias das Favelas – ANF, representada pela secretária-executiva Elaine Locan, participou da mesa “Mídias periféricas e experiências do cotidiano”. Elaine dividiu com os presentes as experiências do trabalho e desafios da agência, como o de “lutar pela comunicação como um direito e espaço fundamental e estratégico para a ação política e garantir a narrativa das favelas com seus sujeitos, sendo os protagonistas de sua própria história”.

Créditos: Charles Monteiro / ANF
Créditos: Charles Monteiro / ANF

Na última mesa do dia, a jornalista e âncora da TV Brasil, Luciana Barreto, alertou para o descaso da grande mídia com a Baixada Fluminense: “Infelizmente, para a grande mídia, não interessa o que acontece na Baixada. Somos forjados ideologicamente”.

Fabio Leon espera que o seminário gere frutos. “Eu proponho, como um dos produtos deste seminário, uma futura discussão para a gente elencar atores, elencar potencialidades, para a gente construir, inclusive, um corpo físico, uma representatividade física, para essa futura associação de comunicadores populares ou independentes da Baixada”, finaliza, otimista.