Ativistas e coletivos prometem ocupar o Metrô Rio em resposta à violência

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Nos metrôs de Barcelona e Lisboa é normal ver artistas se apresentando. Aliás, isso acontece em várias cidades em todo o mundo. Normalmente as apresentações não se dão no interior dos vagões. O MetroRio afirmou em nota que apoia os artistas, porém não no interior do trem, o que não justifica a truculência utilizada pelos seguranças, que foi filmada por um usuário e está sendo compartilhado nas redes sociais: https://www.facebook.com/artistasmetroviarios/videos/736111819854570/?theater

Artistas, ativistas e coletivos ficaram tão indignados que estão prometendo pelas redes sociais uma grande ocupação artística nos vagões do Metrô. O mais aguerrido até agora foi Júnior Perím, criador do Circo Crescer e Viver. Perím está sendo apoiado por centenas de pessoas que se comprometem a estarem juntos. Outro que promete também organizar forças para tal ato é Marcus Galinã, diretor teatral, afirmou: “Pelo menos já sei qual vai ser minha primeira ação de 2016: mobilizar gente para fazer UM ESCRACHO PÚBLICO DO Metrô Rio, essa empresa VERGONHOSA que espanca artistas em seus vagões.”

O coletivo AME – Artistas Metroviários, que teve um de seus integrantes agredidos por seguranças do MetrôRio afirmaram que receberam notificação judicial e estão cautelosos: “Acreditamos que o Coletivo AME participe do ato, com a condição mínima de que seja um ato pacífico.” Vejam abaixo a resposta do MetrôRio sobre o fato, a proposta de Júnior Perím, as imagens na página dos Artistas Metroviários e tirem suas conclusões.

Resposta do MetrôRio sobre a truculência contra os artistas perpetrada pelos seus agentes de segurança:

O MetrôRio apoia e realiza exibições artísticas organizadas em nossas estações, em espaços pré-determinados, como nos metrôs das principais capitais do mundo. Informamos que exibições dentro dos trens apresentam riscos à operação, além de atrapalharem os avisos sonoros das composições e trazerem o risco de acidentes. No entanto, de maneira nenhuma isso significa repreensão agressiva. A gente não admite qualquer ação violenta por parte dos nossos colaboradore e esclarecemos que, se comprovado o desvio de conduta, os funcionários sofrerão as sanções cabíveis, que vão de advertência e suspensão até demissão. A gente espera ter esclarecido tudo. Estamos à disposição para esclarecer quaisquer outras dúvidas.

Convocação do coordenador do Circo Crescer e Viver:

O Metrô Rio, segue coibindo com o uso da força (desproporcional) à manifestação de artistas em vagões e estações. Uma concessionária de um serviço público estadual que faz isso sempre de maneira violenta com a sua truculenta segurança. O faz reiterada vezes, porque o Governo do Estado do Rio de Janeiro, resta silente sobre cada um dos casos de violência gratuita contra artistas, em sua maioria negros e de origem popular. Quero, portanto, comunicar ao Sr. Governador Luiz Fernando Pezão e a concessionaria que opera o Metrô Rio que, dentro em breve, sem aviso prévio, o CIRCOCRESCER E VIVER vai lotar os vagões de crianças, adolescentes e jovens!!! Vamos nos expressar saltando, manipulando objetos (clavas, bolas, chapéus…), andando de pernas-de-pau, fazendo contorções e usando os “corri-mãos” como base para acrobacias aéreas. Já vou avisando que não serão dois ou três. Vamos com um montão!!! Vão faltar seguranças para dar gravatas, socos e ponta-pés num monte de crianças e jovens. Todas com uniformes onde, entre outras logomarcas, estão a do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Prefeitura do Rio de Janeiro, Governo Federal do Brasil. A maioria pretos ou quase pretos, com “aquele biotipo” que a segurança do Metrô Rio gosta de enfiar a porrada.

Se houver qualquer ato de violência contra uma criança, um adolescentes ou um jovem participante deste ato de arte em um transporte públicos. O CIRCO CRESCER E VIVER vai convidar toda classe artística e a população do Rio de Janeiro (que vem condenando a postura violenta aqui denunciada) para, em ato simbólico, derrubar (de verdade) a caixa d’água do Metrô Rio, que fica nas dependências da área/terreno cedida pela Prefeitura do Rio de Janeiro, onde mantêm a sua lona, permanentemente montada.

Já que as denúncias contra as recorrentes medidas violentas do Metrô Rio, contra artistas, não foram, até agora, suficientes para a empresa modificar a postura e nem o bastante para as autoridades do Governo do Estado tomarem uma medida para coibir os abusos. Chegou a hora de um‪#‎OcupaMetro‬!!! Nós vamos iniciar. Quem mais topa vir neste bonde?