Alemão sedia oficina de jongo

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Créditos: Estúdio Abaitê

No próximo sábado, 18, a primeira oficina de jongo no Complexo do Alemão inicia suas atividades. As aulas acontecem sempre a partir das 13h.

O jongo é uma expressão cultural que veio com os negros de origem bantu, trazidos da África para o trabalho forçado nas fazendas do Vale do Paraíba (região de divisa entre os Estados do Rio de Janeiro e São Paulo). A dança era usada como forma de confraternização nos raros momentos de lazer durante a escravidão.

No Alemão, a oficina foi criada com o objetivo de dar visibilidade para esta cultura de matriz afrobrasileira em uma parceria entre o Centro Cultural Oca dos Curumins, atuante há 30 anos, e o Grupo Cultural AfroLaje, que realiza ações para que a capoeira angola, maracatu, côco, o samba de roda e outros sejam movimentos culturais cada vez mais fortes. Os moradores estão cheios de expectativas:

– Ter uma roda de jongo aqui é ótimo. Mais pessoas vão poder participar além de mim, e também vamos contribuir e resgatar essa cultura que já é nossa. Precisamos nos apropriar cada vez mais disso para que o jongo não venha a morrer e sua memória se perpetue por gerações, comenta Carolina Marinho, que mora na comunidade.

O Centro Cultural Oca dos Curumins está localizado na Alvorada, na rua Travessa São José.

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Poetisa, Rapper e Produtora, a Mc Martina tem 19 anos e é moradora do Alemão. Idealizadora do Somos Mais, projeto que tem como objetivo mostrar um outro ponto de vista sobre pessoas em situação de rua de dentro e em entorno das favelas do RJ. Também integra o Coletivo #Movimentos: Drogas, Juventude e Favela, uma iniciativa do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC/UCAM) que reúne jovens de diferentes favelas do Rio de Janeiro para discutir a atual política de drogas. Atualmente trabalha como Inovadora Social no Instituto de Tecnologias Sociais e Digitais- Precisa Ser.