A Voz da Favela não pode ser calada

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censura

 

O diretor da Agência de Notícias das Favelas André Fernandes conversou hoje com o juiz Marcello Rubioli, do TRE para esclarecer que o Jornal A Voz da Favela não cometeu nenhuma irregularidade ao noticiar em sua capa o Encontro da Favela com candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro. Todos os candidatos foram convidados e seis compareceram. Ao final do evento, André Fernandes, mediador do encontro, afirmou: “Aqui estão os candidatos que respeitam a favela”, em alusão ao fato dos outros candidatos não terem comparecido. E assim foi noticiado no jornal A Voz da Favela: “Esses são os candidatos que respeitam a favela”, na chamada de capa. Na foto, os seis candidatos que compareceram.

O juiz da fiscalização entendeu que a apreensão foi correta e a Agência de Notícias das Favelas protocolou então uma petição junto ao TRE, onde reafirma que nosso conteúdo não é propaganda e que respeita o princípio da isonomia. Porém, se os outros candidatos não estiveram presentes, não poderia ser publicado algo diferente do que foi.

Por considerarmos que estamos fazendo jornalismo tal como tem que ser, com isenção, entendemos tal apreensão como um ataque à liberdade de imprensa e de expressão, o que não ocorre com outros veículos. Temos vários exemplos, se procurarmos, de falta de isenção de veículos, onde o mesmo tratamento não é dado. Talvez, por não conhecerem a seriedade de nosso trabalho, possam ter cometido tal atitude. Iremos questionar e recorrer até que se esgotem todas as possibilidades. A Voz da Favela não pode ser calada!