Archive for abril, 2010

Samba na Feira da Glória

sexta-feira, abril 9th, 2010

A Ama-Glória e o Time de Crioulo, em parceria com a ANF – Agência de Notícias das Favelas, estarão arrecadando, nas próximas edições do Samba na Feira, donativos (alimentos não perecíveis, água e roupas) para os irmãos do Morro dos Prazeres prejudicados pelas chuvas.

Nessa edição (dia 11) e no próximo domingo (dia 18) estaremos especialmente contando com a presença e colaboração de todos os amigos do nosso samba para que possamos fortalecer os nossos irmãos!

Contamos com vocês!
Não podemos nos omitir! Até lá!

Prazeres – Mais de vinte mortos!

quinta-feira, abril 8th, 2010

 

Já são vinte e quatro mortos, com as chuvas, no morro dos Prazeres, segundo Flávio Minervino, presidente da CAMFAST – Centro de Apoio a Moradores de Favelas de Santa Teresa. Ainda de acordo com Minervino, uma média de quatorze pessoas estão soterradas. 

Maiores informações: Flávio Minervino – 21-8196-7369

Enterro de moradores do Borel

quinta-feira, abril 8th, 2010

O enterro das três mulheres da mesma família (mãe e duas filhas) que morreram no Borel em decorrência da queda de encostas será hoje, às 14h no Cemitério do Caju. Os ônibus já estão saindo da comunidade levando muitos moradores. Mais de 70 famílias continuam desabrigadas na favela.

Em Niterói, chuvas revelam imagens que os governos sempre tentaram esconder

quinta-feira, abril 8th, 2010

Por Fatima Lacerda*

O assustador número de mortes que não para de crescer em Niterói, uma das cidades até então consideradas de melhor qualidade de vida no Estado do Rio de Janeiro, obriga a uma reflexão sobre a imagem que os governantes tentam passar do município e a dura realidade das áreas periféricas, favelas e bairros da zona norte.

Por parte das autoridades, daqueles que deveriam implementar e propor soluções, até agora se ouviram apenas respostas prontas e evasivas. São declarações que, inevitavelmente, responsabilizam os pobres pela tragédia que já contabilizou centena e meia de mortos e a cada hora que passa, o número aumenta.

“Quem mandou morar em área de risco?” – é a resposta mais comum e previsível. Ora, ninguém espera que um prefeito ou governador tenha poderes de super-herói. Que resolva as mazelas do adensamento das cidades e da falta de estrutura urbana com varinha de condão. Não se trata disso. Mas que, pelo
menos, lance um olhar para a pobreza, elabore projetos de contenção de encostas, melhore a limpeza e o recolhimento de lixo nessas áreas, discuta a construção de casas populares e desenvolva propostas de urbanização.

No caso de Niterói, lugar onde vivo há 35 anos, onde nasceram e foram criados meus filhos e neta, posso afirmar com pesar, mas sem risco de cometer injustiça: as chuvas derrubaram os muros que separam as áreas nobres dos morros, sempre escondidos, camuflados, completamente ignorados pelas
políticas públicas.

Quem vive na Zona Sul de Niterói tem dificuldade de enxergar as favelas. Costumam ficar encobertas por muros, por árvores. A impressão que se tem e o "marketing" que se vende da cidade é de que Niterói é uma região de classe média e classe média alta, de pessoas brancas, muitas de sobrenome empolado, descendentes de europeus, com razoável poder aquisitivo e bom nível de instrução. A maioria dos niteroienses gosta de acreditar nessa farsa.

Mas basta chegar ao centro da cidade. Já no terminal de ônibus o asfalto está cheio de buracos, enquanto a Praia de Icaraí está sempre impecável. A iluminação, na Zona Sul, está ótima. Os jardins foram renovados. No entanto, a tragédia que deixou à mostra as vísceras da cidade, que se orgulhava em alardear sua alta qualidade de vida, dispensa palavras.

Não é preciso dizer que existem regiões completamente esquecidas, há anos, onde as reivindicações dos moradores ficam nas gavetas, como já afirmaram os representantes da Associação de Moradores do Morro do Estado que, nesta quinta, em meio à comoção geral, realiza uma assembléia para tocar nessa
dolorosa ferida.

Diz-se que Niterói tem um bom programa de saúde nas comunidades, sendo pioneira na adoção do “médico de família”, inspirado na experiência cubana. Vá lá. Não é hora de avaliar criticamente a quantas anda o “médico de família”. Mas por que não copiar outras políticas públicas de Cuba? O país
tem sido vítima de grandes tragédias naturais nos últimos anos, mas se orgulha de ter um programa preventivo que tem evitado milhares de mortes. Apesar do bloqueio econômico – o maior de todos os desastres – o recorde de mortes por tragédias desse tipo em Cuba foi registrado em 2005, quando 16
pessoas perderam a vida, na passagem do furacão Dennis.

Nesse sentido, no contexto da região metropolitana do Rio, o município de Niterói está mais para o Haiti do que para Cuba. No Haiti, recentemente, morreram 200 mil pessoas, naquele que foi considerado o mais trágico desastre já enfrentado pela ONU, em 60 anos de existência. Maior que o
tsunami na Ásia, em 2004. O terremoto do Haiti, na escala Ritcher, foi menor que o do Chile. Mas o número de mortos foi infinitamente maior.

Então, não são apenas as forças da natureza. Esta não é uma tragédia sem culpados. Hoje eu estou com vergonha da minha cidade. Do desgoverno da minha cidade. Da invisibilidade a que têm sido relegados os mais pobres e os bairros periféricos. A chuva derrubou os muros. Descobrimos que o Haiti também é aqui. E agora, Sr. Prefeito?

* Jornalista da Agência Petroleira de Notícias.

Sérgio Cabral acusa os pobres das favelas pelas próprias mortes!!! (RJ)

terça-feira, abril 6th, 2010

Governador Sérgio Cabral Filho (RJ) está agora (12h34) na GloboNews (canal de notícias fechado da Globo), acusando os pobres das favelas pelas próprias (50) mortes, no Estado do Rio de Janeiro!!! Segundo ele: "A culpa das 50 mortes é da irresponsável ocupação desordenada de áreas irregulares, das encostas, por isso eu quero construir muros nas favelas, para impedir a expansão das favelas! Veja a onde estão as mortes. São os mais pobres que morrem, por isso, temos que ser cada vez mais duros na disciplina da ocupação do solo urbano, com aparato da polícia. Já falei com os prefeitos: contem com o Governo do Estado!"

A pergunta, Sr. Sérgio Cabral Filho, é a seguinte: porque você não usou os recordes de arrecadação do Governo do Estado do Rio de Janeiro, para urbanizar TODAS as favelas onde morreram essas 50 pessoas, como fez o Sr. Cesar Maia, com o Favela-Bairro? Porque, para você e sua gestão, a "questão urbana" em relação aos pobres, é expulsá-los das áreas centrais e nobres (como a Rocinha/São Conrado), para longe dos seus trabalhos, indo na contra-mão do urbanismo mundial?

Você sabe, Sr. Governador Sérgio Cabral Filho, que a culpa das 50 mortes é sua, por se omitir quanto à urbanização de TODAS as favelas! Por isso, num ato de desespero, acusa as vítimas pelas próprias mortes. É como acusar uma mulher pelo estupro que sofreu: "Quem mandou sair de saia, na rua?". Na questão das favelas, é como se dissesse: "Quem mandou morar no morro?". A culpa é sua, Cabral!

Maurício França Fabião
Mestre em Ciências Sociais (Uerj)
http://mauriciofrancafabiao.blogspot.com

DESLIZAMENTO DESTRÓI CASAS NA MANGUEIRA

terça-feira, abril 6th, 2010

 

 

Rio – Várias casas forram destruídas após um deslizamento, na manhã desta terça-feira, no Morro da Mangueira, na Zona Norte do Rio. Ainda não informações precisas em relação ao número de casas destruídas nem sobre feridos.

Em entrevista à TV Globo, o governador Sérgio Cabral fez um apelo para que as pessoas que moram próximo às áreas de risco saiam imediatamente de casa.

"Eu faço um apelo às pessoas que moram em áreas de risco, eu peço essas pessoas que retirem daí. É uma responsabilidade permanecer nesses lugares. É um comportamento irresponsável, essas pessaos estão cometendo quase um suicídio. Por favor, saiam", pediu Cabral.

O governador lembrou de locais para onde os moradores da Mangueira podem recorrer. "Tem a Vila Olímpica da Mangueira, tem também a quadra da Escola de Samba da Mangueira, que são lugares muito mais seguros do que ficar num lugar como esse", disse o governador.

FONTE: www.odia.com.br

Comunidades entram na dança do VIRADÃO

segunda-feira, abril 5th, 2010

O VIRADÃO CARIOCA inova e leva cultura e entretenimento a várias comunidades este ano. As comunidades da Maré, Barreira do Vasco, Vila Kennedy, Tavares Bastos, entre outros foram contempladas com palcos. Além de shows, a programação inclui 5 (cinco) sessões do projeto “Cinema na Praça”.

Diversas atrações nos mais variados estilos acontecerão nestes espaços. A comunidade da Mangueira receberá o grupo Sururu na Roda, em mais um encontro com o samba.

O VIRADÃO CARIOCA terá uma dança própria, buscará um movimento de integração, que abarque os mais variados estilos. Assim é o espírito deste evento, o de levar arte a todos os cantos e mostrar que o Rio de Janeiro não tem barreiras. Nos dias 9, 10 e 11 de abril, o carioca respirará cultura, na segunda edição do evento que já é a cara do Rio.

FONTE: www.viradaocarioca.net.br