DE VIGÁRIO GERAL PARA O MUNDO
22/01/2010Renato Ferreira, 39 anos, mais conhecido como palhaço Topetão, já esteve em quase todos os principais programas da televisão brasileira, mas nem sempre foi tão famoso. Quando pequeno, morador da favela de Vigário Geral, já era fã do palhaço Carequinha. Porém o que despertou seu interesse foi o palhaço da Folia de Reis. Ele conta que sempre esperava que o pessoal da Folia entrasse em sua casa, porém isso nunca acontecia, pois sua mãe era evangélica. Quando começou a se interessar pelo circo teve algumas dificuldades: “No inicio tinha um pouco de preconceito, pois para quem é de comunidade, esse meio artístico parece meio distante”.
Com 13 anos de idade já fazia teatro e logo depois fez quatro anos de escola nacional do circo. Hoje ele conta orgulhoso que já passam vinte anos de trabalho com muito amor e dedicação. Esse trabalho rendeu a criação da companhia UP LEON, que prepara artistas profissionais de circo para trabalhar no exterior. Sua companhia já preparou mais de duzentos e cinqüenta artistas para fora e hoje conta com noventa funcionários, sendo 10 na produção e 80 artistas que estão espalhados em vários países da Europa.
A partir de fevereiro, Topetão estreará em cadeia nacional, na REDE BRASIL, um programa de TV para o público infantil. Em recente apresentação para mais de trinta mil pessoas, na Quinta da Boa Vista, fez questão de falar para os presentes sobre a importância de cada um acreditar em seu potencial, usando como exemplo sua trajetória: “fui o primeiro a sair de Vigário Geral para o mundo e não peguei carona na chacina”, afirma.




Nas favelas e nos lugares mais pobres, todos aprendem a sobrevir com criatividade! É só dar uma chance, aí ninguém segura!!!Este jornal é uma boa iniciativa, a voz tem que falar alto e bem alto, parabéns pela matéria, o que precisar estarei as ordens. Abraços Renato Ferreira
Bonita história! Creio que esse é um grande exemplo para mostrar as coisas boas da periferia. É sempre muito bonito mostrar as origens, mostrar o potencial da periferia.
Mas nem sempre podemos determinar todo o percurso para conseguir nossos objetivos. Marx já dizia isso.
Marx ao fazer seu exame final de língua alemã, teve que dissertar
sobre um tema relacionado as reflexões de um jovem sobre a escolha de
uma profissão.
Bem, o jovem Marx com seus 17 aninhos, dissertou duas idéias que iriam
acompanhá-lo por todo sua vida.
1. O homem feliz é o que faz outros homens felizes, sendo assim, a
melhor profissão é aquela que proporciona o homem a oportunidade de
fazer o maior número de pessoas felizes, isto é,a humanidade.
2. Sempre existem pedras (claro que ele não usou esse termo) e
dificuldades, que fazem com a vida do ser humano se desenvolva, em
parte, sem que ele tenha condições para determiná-la.