As cotas abstratas

11/09/2008

          Sabemos que a entrada do estudante de escola pública, negro ou indígena, nas universidades públicas vem crescendo gradativamente. Isso se deve ao intenso processo de inclusão social, tais como as cotas que esses estudantes tem direito. Porém essas cotas que diversificam e multipolarizam as culturas dentro destas universidades, vêem sofrendo grande pressão por parte de opositores que alegam que o ensino possa perder a sua qualidade, pois os estudantes com cotas tem que tirar notas menores nos vestibulares. Esses estudantes que criticam as cotas, em sua maioria,  vêem de ensino particular onde há um intenso investimento em sua educação, que os diferenciam da escola pública. Porém, quando esses estão no ensino médio, não reivindicam melhorias nas escolas públicas pois estes competem diretamente com  estudante de escola pública e em muitos casos seus pais pagam altos impostos ao governo, por isso o força a diminuir a qualidade desse ensino. Mas quando esses estudantes de escola particular entram na universidade pública, não querem a entrada dos estudantes de escola pública por sistema de cotas, passam a querer investimentos do governo nessas escolas. Quando esses alunos estavam no ensino médio não reivindicavam, pois competiam com os de escola pública. Agora que tiraram o peso do vestibular pedem melhorias. Isso é tirar o peso da consciência e colocá-lo sobre o governo. E certo disso, temos que rever os nossos conceitos e saber onde estamos errando e tratando os nossos semelhantes com discriminação.

Wagner Maia da Costa - Estudante de Ciências Sociais da UERJ

5 comentários em “As cotas abstratas”

  1. wagner:

    muito bom quem escreveu deve ser bestante cociênte nos movimentos sociais e nos sistema de cotas

  2. Claudia Castro:

    É verdade, esse português incorreto só reforça a idéia de que o pobre e o negro, pois já é notamente sabido que o negro ocupa lugar de destaque nos índices de pobreza, têm que se sujeitar ao péssimo ensino das rewdes públicas, mas agora…

    …para entrar para faculdade o camarada tem que saber ler e escrever corretamente, né? Engraçado isso…

    Um país que não oferece um bom ensino público não pode exigir que seus vestibulandos sejam um exemplo de estudante, e o cidadão pertencente a um país tão injusto e desigual não pode criticar quem não teve acesso a um ensino melhorado…

    Além do mais, as palavras são arbitrárias, seria até bom, que criassemos um português paralelo, o português do povo, português errado, porém rico, rico de sabedoria de vida…

    A julgar pelas idiotices de alguns elementos da classe média, que só conhece o preconceito, o pobre não é mais ignorante…

  3. wagner maia da costa:

    minha cara leitora, claudia castro ,vejo que vc ficou com uma idéia muito contraditória pois está justamente massacrando alguns erros de português corrido
    da internet, faz disso um meio de ridicularizar o pobre, negro mais não levando enconta que seu texto possue o mesmo português corrido da internet eu nâo vim para julgar um simples descuido de português mais uma reflexão para as demais classes até mesmo a minha que estar ganhando espaço

  4. Maria Luisa de Melo:

    É impressionante o desconforto da classe média e média alta com o fato dos estudantes de baixa renda estarem adentrando o Ensino Superior, não é, Claudia?

    Acho que os erros de português do Wagner podem ser facilmente superados com leitura.. Bastante leitura!

    Também sou de classe baixa e ingressei na Universidade pelo sistema de reserva de vagas e garanto que não deixei nada a desejar a ninguém!

    Espero que as ações afirmativas pelas quais o país vem passando sejam capazes de reverter essa visãozinha preconceituosa e simplista como a da Cláudia.

    Cotas sim, cotas sempre! Pela democratização do Ensino Superior!

  5. Maria Luisa de Melo:

    “O pobre não é mais ignorante” O que você entende por ignorante, Claudia?

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